29 de julho de 2011

O Clone...será?

Hoje eu não pretendia voltar aqui nesse blog não, mas eu achei tão engraçado o que se sucedeu! Quero contar!

Eu tava saindo e uma vizinha me parou:

"Vanessa, tem uma menina da novela que acho tããããããããããão parecida com você, não sei se é o olhar...."

Eu:

"É? Quem?"

Ela: "Uma da novela das 9, que namora o filho do banqueiro que tá preso."


Eu, que odeio novela, tive que fazer uma busca no google pra descobrir qual é a novela das 9 e quem é a fulaninha que namora o filho do banqueiro.

Eis que, após muita pesquisa, descubro que a dita cuja é ninguém mais, niguém menos que...


GIOVANA LANCELOTTI!


Porra, era mais fácil falar: a infeliz que namora um integrante do Restart! Ela é muito mais famosa por esse feito digno de prêmio "vergonha alheia 2011" do que sua personagem de "Insensato Coração". rs

Po, nem preciso dizer que ganhei o dia, né? Vou lá no clube dos covers pedir pra trocar... abandonar o posto de cover da Regina Casé e passar a Gi bonitona. Hahahaha

Hoje as pessoas tiraram o dia mesmo pra zoar com a minha cara, só pode! Lógico que não tenho nada a ver com a linda, to mais pra Regininha mesmo, paciência! Pelo menos tem mais carisma e conteúdo e, apesar de não ser ícone de beleza, tá melhor de macho que a Gi, aposto!!! Kkkk

Fica aí o material para análise!!!

Beijos e beijos!

Hoje minha música é "Loca, loca" - Shakira

Hoje o que tenho para dizer é que:

Atitudes de risco só devem ser tomadas quando você estiver consciente que o que você poderá perder ao cumprí-la não se torne mais tarde motivo de eterno arrependimento.

Arriscar em uma nova decisão pode ser algo admirável, pois demonstra atitude de coragem. No entanto, dar uma nova chance e um novo significado para aquilo que você já conquistou e possui de concreto é uma maneira sensata e sem riscos de possibilidade de chegar a tão sonhada felicidade. A busca pelo "novo", na minha opinião, só deve acontecer quando você tiver certeza que aquilo que é "velho" não pode ser mais renovado e transformado novamente na sua fonte de alegria e prazer.

Afinal, esse é o ciclo da vida, das coisas, das pessoas... e o nosso grande desafio é saber lidar com isso. No caso de relacionamentos amorosos, por exemplo, se no primeiro sinal de infelicidade o parceiro abandonar sua parceira em busca de uma nova aventura, pode-se apostar que esse sujeito estará assinando um contrato com a infelicidade, caso ele acredite e persista que esta é a solução para ser feliz! Afinal, em qualquer tipo de relacionamento - entre casais, amigos e familiares - o desgaste acontece. Quanto mais intensa for uma relação, mais chances esse desgaste há de acontecer. O desafio daquele que ama é superar isso.

Na verdade não era nada disso que eu queria falar hoje, estou só enrolando de modo que a situação que tenho vivido fique escondidinha nas entrelinhas deste post meio sem pé nem cabeça. Muito menos cabeça!

Falando nisso... alguém viu a minha por aí? Ha ha!

25 de julho de 2010

CAPETALISMO

Gente, não tem jeito! Eu gosto muito de assuntos de cunho sociológico. Quando rola a oportunidade de debater tais temas com amigos, eu fico até cansada e acabo desistindo de defender o meu ponto de vista. Apesar de eu ser partidária da crença de que não existe certo e errado, ou que pelo menos não somos sujeitos aptos para validá-los, ainda assim costumo deixar a pessoa pensar que está com a razão. Há engrenagens sociais muito mais fortes de validação de certas idéias equivocadas e os argumentos que dão vida as minhas idéias são ignoradas por estes meios, não tendo, portanto o mesmo “peso”. Já ouviram falar de senso comum? Ele não é natural, é fabricado por essas engrenagens...

Agora, indo direto ao assunto que me fez escrever este post (não desanime, continue lendo), eu vou falar do capitalismo. Apesar de eu gostar de chamá-lo “carinhosamente” de CAPETALISMO.

Bom, será mesmo este sistema socioeconômico um sistema democrático? Dizem que sim, e é o que a mídia costuma nos querer fazer convencer... e convence! Mas vamos nos propor uma reflexão mais profunda, sem usar como base apenas as belas propagandas como aquelas do Banco Real. Por falar em Banco Real, esta mesma empresa inventou uma dívida de quarenta e poucos mil reais para o meu noivo. É que o BR é muito humanitário, tadinho!

Mas vamos lá... toda hora fujo do foco!

É incontestável que este sistema se alimenta das desigualdades. Isto acontece das seguintes formas:
- O chamado Exército de Reserva é uma das formas de desigualdades que dá vida ao capitalismo. Exercito de Reserva significa nada menos que a grande parte desempregada da população. O capitalismo precisa deste desemprego para que ele regule o valor dos salários. A lógica é a seguinte: se houver mais emprego que trabalhadores, as pessoas poderão escolher a empresa que lhe oferecer o melhor salário. As empresas precisarão aumentar este valor para atrair os trabalhadores, isso coloca em risco o tamanho dos seus lucros. Lucro é o objetivo do capitalismo. Quanto mais lucro melhor!

Portanto, havendo desemprego, as pessoas não podem estar escolhendo muito e as pessoas se sujeitam a trabalhar até mesmo por um prato de comida fria. Desta forma, os patrões não precisam destinar uma grande porcentagem do lucro para pagar seus funcionários e, logo garante um lucro bem favorável.

Bom, já mostrei uma das formas de desigualdade, mas não para por aí, pois há quem diga que existem países em que isto não acontece... o capitalismo funciona bem, a população tem boa qualidade de vida!

É VERDADE, mas...

Vamos usar o exemplo de uma grande empresa: a Nike!

Na realidade, não sei a origem territorial da Nike, a qual país ela pertence... Até por que hoje se fala muito das multinacionais, mas creio eu que o processo de montagem/produção é multinacional, mas uma nação é a grande beneficiada disso. Concordam?
Provavelmente a Nike é uma empresa americana ou de algum destes paises de “primeiro mundo”, onde sua população vive sem ter de conviver com a miséria.

Corretíssimo! Realmente eles não convivem com a miséria, mas se aproveitam da miséria de algum lugar do mundo.

Usando a própria Nike como exemplo, o cineasta Michael Moorre produziu um documentário mostrando que parte do tênis Nike é produzido em algum país miserável (não me lembro qual), onde as pessoas trabalham quase em sistema de escravidão.

Ou seja, mesmo nos países onde o capitalismo “funciona”, ele só funciona graças as desigualdades que existem pelo mundo afora.

Acabei de lembrar outro exemplo: há pouco tempo deu no noticiário a grande quantidade de funcionários de uma sede da Aplle (ñ sei se é assim q escreve) a China que cometeram suicídio devido às péssimas condições de trabalho. Trabalhavam 12 horas por dia, de pé, todos os dias da semana e ganhavam muito mal por isso.

Mas eu lhe pergunto: Qual é o país de origem da Apple? Quem realmente fica com o lucro?
Daí vocês pensam e me respondam, mas com certeza não é a China.

“Ah, Vanessa... agora vou te pegar: como a China, um país dito socialista/comunista permite isso?”

Bom, eu não sou partidária de nada, sou só anticapitalista!

Bom, se você quiser insistir que o capitalismo é justo, já que ele permite uma mobilidade social, afinal, vejamos os casos dos jogadores de futebol e dos pagodeiros, né? Olha aí a indiscutível prova de justiça e democracia!!!

NÃO, NÃO, NÃO!

Em primeiro lugar, como diria uma colega de faculdade, esses são espermatozóides sociais: “acontece com um em um milhão”.

Ok, talvez um esforço sobrehumano leve aquele garotinho que vi na favela aqui perto de casa com catarrinho no nariz a ser um doutor algum dia. Pode ser...

Mas vamos discutir esta questão de forma lúcida.

“O capitalismo é justo porque defende o discurso meritocratico, ou seja, aquele que tiver mérito, independente do nível social, irá conseguir ser alguém na vida!”

Ai, que coisa mais linda e romântica, mas vamos continuar o papo...

O mérito é uma idéia bacana, nasce de um principio democrático, mas ele só será um meio de ascensão realmente justo, se ele existir dentro de uma sociedade sem profundas desigualdades.

E EU EXPLICO:

Bom, todos nós sabemos que o Brasil é um país com um grande abismo social, certo?

Neste nosso país também temos muitos concursos públicos, temos os exames como vestibulares, etc.

Para você passar o que você precisa provar? Ter mérito!

Agora pensemos naquele mesmo menininho de catarro no nariz prestando o vestibular UERJ e tendo como concorrente para a mesma vaga o rapazinho que se formou lá no São Bento... ainda assim você acha o mérito justo?

Seja realista: claro que não é!

Neste caso, o mérito não é só um meio sem justiça como, pelo contrário, só vem a reforçar tais injustiças, na medida em que coloca sujeitos com chances totalmente opostas, a concorrerem uma vaga, onde é exigido o mesmo potencial/preparo dos dois. Assim, o filho do riquinho vai conseguir passar, será doutor e o encatarradinho vai viver a vida limpando os catarrinhos dos seus filhos, que por sua vez, terão que mostrar todo o mérito que não possuem para serem alguém na vida e mais uma vez não conseguirão, dando continuidade ao vicioso ciclo, até que apareça um espermatozóide social na familia.

Por isso, digo e respito:

TENHO MUITO ORGULHO DE ESTUDAR NA UNIVERSIDADE QUE FOI PIONEIRA NA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE COTAS.

ISSO É RECONHECER AS DIFERENÇAS QUE EXISTEM NO NOSSO PAÍS!

Lógico que acho que o ideal é que se resolva o problema na base, dando a oportunidade de todos terem ensino de qualidade desde o início, mas enquanto isto não é possível, a cota é muito bem-vinda, mesmo apresentando falhas.

Afinal, eu conheço três pessoas que são cotistas na UERJ, mas somente uma delas realmente se encaixa nas exigências. Afinal, em qualquer categoria (racial, rede publica, negros...) é necessário estar abaixo de determinada renda. Eu que realmente me encaixo nas exigências, não consegui por ter vacilado na apresentação de um documentozinho. Ou seja, o sistema ainda falho, mas não deixa de ser uma grande iniciativa!

E agora eu pergunto: to errada quando chamo este sistema de CAPETALISMO???

25 de março de 2008

Olhar

Várias situações pelas quais passei já me fizeram perceber o quanto o nosso olhar pode nos ser traiçoeiro. Algumas vezes este olhar pode ser resultado de uma falta de conhecimento sobre aquilo que julgamos, por exemplo, quando eu tinha uma visão totalmente distorcida a respeito do “comunismo” e seus seguidores, ao encará-los como cruéis e sanguinários. Apenas quando me aprofundei no tema, na ocasião do vestibular, aquilo que era repulsivo até então, converteu-se em assunto bem atrativo pra mim.
A comunidade evangélica também já foi mirada com preconceito pelo meu olhar. Para mim todos eram chatos e ignorantes, mas hoje, as pessoas pelas quais sinto a maior admiração pertencem a esta religião, mas a situação que até hoje mais radicalmente mudou minha visão ocorreu em uma tarde de trabalho, não em uma tarde qualquer, pois devo confessar que depois daquilo eu também mudei bastante...
Trabalho em um parque onde possui brinquedos convencionais como a “barca” que balança, até os jogos eletrônicos mais modernos. Bem, eu estava operando na barca quando vi um homem barbado de quase 2 metros de alturas e cabelos grisalhos dirigindo-se ao brinquedo. Encarei aquilo como uma total falta de senso do sujeito, aliás, os adultos só brincam ali para acompanhar seus filhos quando estes são muito pequenos, o que não era o caso do grandalhão. Ele sentou-se na barca e quando o brinquedo começou a funcionar, percebi uma alegria muito intensa naquele “homem”: gritos, mãos para o alto, olhar vivo, enfim, sensação de medo misturada com prazer, exatamente como uma criança se comporta. Quando acabou a brincadeira, uma moça que o acompanhava (mas que estava fora do brinquedo) pediu que eu o ajudasse a sair do barco dando as mãos para ele. Foi aí que percebi tratar-se de alguém especial. Ele tinha aparência de adulto, mas mente infantil. Imediatamente senti-me mal pelos meus pré-conceitos. A partir daí minha atenção voltou-se para ele e “sua mãe”, que na verdade não era biológica, pois além de ser fisicamente bem diferente dele, ainda aparentava ser mais nova. Os dois foram juntos de encontro a uma outra criança que jogava tênis em uma máquina de flipper (vídeo-game) e, talvez esse tenha sido para mim o momento mais impressionante. O menino que aparentava ter no máximo de 10 anos jogava com uma habilidade fora do comum, talvez até pelo fato de que realmente aquela não era uma criança como muitas que conhecemos, já que ela não tinha nenhum dos dois braços, portanto os pés assumiram o controle total da máquina, o que exigia muito equilíbrio do menino, já que o banco no qual ele estava sentado não havia encosto e ele colocava as pernas em uma altura considerável para alcançar os botões. Mais uma vez percebi o quanto meus julgamentos limitavam a minha visão, portanto, constatei que eu estava sendo mais limitada do que o menino que não tinha braços. Depois desta conclusão e de ver a alegria no rosto daquela mãe, minha visão sobre diversas coisas mudaram e pude perceber que não é tão difícil ser feliz. O problema é que elegemos uma única forma de felicidade, quando na verdade ela pode acontecer de diversas maneiras.

23 de março de 2008

Sei lá!

AVALIAÇÃO


Os processos de avaliação aos quais fui submetida em meu processo escolar foram basicamente as tradicionais provas. Lembro-me muito bem dos enormes questionários que minha mãe me perguntava nas vésperas de avaliações, e da enorme dificuldade que eu tinha em decorar aquilo tudo, o que fazia minha mãe sair do sério e explodir em gritos raivosos. Essa situação sempre me deixou muito temerosa por resultados ruins, mas, apesar disso, nunca fui muito de apelar para as famosas e salvadoras “colas”, exceto em uma única situação. Lembro-me como hoje da ocasião: era teste de Estudos Sociais, na 4ª série, onde caíra apenas questões relacionadas a estados, suas capitais e siglas. Como sempre, eu estava nervosa, pois eu não havia decorado nada. Foi então que, pela primeira vez, resolvi “burlar” o processo avaliativo. Em uma folha de caderno anotei todas as respostas, deixando-a em posição estratégica, onde eu a veria, mas a professora não, só que o meu plano falhou quando uma “colega” percebeu meu “golpe” e o contou para a professora. Foi apavorante ver a expressão enfurecida da “mestra” vindo em direção à minha carteira para, em seguida, desmascarar-me para toda a turma, deixando-me em uma situação extremamente vexatória e assim utilizar-me como o exemplo à não ser seguido pelos demais. Eu não consegui ter a menor reação àquela situação, mas hoje posso imaginar o quanto o meu rosto denunciava vergonha e medo, já que eu me senti extremamente desprotegida naquele momento, onde todos, guiados pelo que a professora dizia, me olharam como algo muito ruim. Minha vontade era sair correndo para chorar nos braços da minha mãe, mas tive que fazer a prova na carteira mais próxima da professora, como um meio de punição à terrível e abominável atitude que cometi.
Hoje percebo que as provas nunca cumpriram seu objetivo, que é gerar conhecimento, já que para realizarmos uma avaliação precisamos estudar. O que essas avaliações realmente provocaram nas escolas por onde passei sempre foram situações de constrangimento e uma competição entre os alunos da classe. Acredito que a competição pode ser algo saudável e por isso pode ser estimulada, mas nem sempre ela ocorre dessa forma. Na maioria das vezes a “nota azul” é interpretada pelo aluno como um motivo para humilhar o “coleguinha” da “nota vermelha”, mas o pior é quando o próprio professor assume essa postura. Lembro-me que no primário poucas vezes alguém tirava nota vermelha, então a disputava ficava entre aqueles que tiravam 9 e 7. Eu sempre fui uma das que tiravam as notas mais baixas, por isso, lembro-me bem o quanto me sentia humilhada quando a professora escolhia o momento da chamada para anunciar as notas. Assim toda a turma conhecia o resultado um do outro, e todas as notas despertavam reações na turma. Sendo assim, sempre sobravam para mim os olhares debochados com o intuito de me subestimarem. Até hoje me pergunto se a professora não percebia essas situações ou se esse era o objetivo dela. Se for, chego a triste conclusão de que tais humilhações nunca me fizeram lutar para superá-las. Pelo contrário, a escola pra mim foi um local que conseguiu convencer-me da minha burrice. Hoje, por ser adulta, entendo que nunca fui burra, mas essa consciência não é suficiente para que eu abandone a grande insegurança e o temor que herdei do meu passado escolar quando preciso encarar qualquer situação onde me sinto avaliada diante de outras pessoas.


Vanessa Ribeiro

24 de fevereiro de 2008

Tinha que ser com a Vanessa!!!

Cara, tem coisas que só acontecem comigo!!! Eu não consigo encontrar respostas que expliquem a razão de eu atrair tantos acontecimentos bizarros pro meu dia-a-dia. Uma pena que eu não os venha registrando aqui antes...

Bom, mas vamos aos fatos de hoje:

saí do meu trabalho por volta das 22 hs, mas isso não quer dizer que a "batalha" do dia havia acabado. O pior ainda estava por vir, afinal, pegar "kombi" não é uma tarefa simples, principalmente ali em frente ao shopping onde trabalho, pois tenho que passar por vários obstáculos, lê-se "trombadinhas". Talvez um "não" e uma cara amarrada resolveriam o problema, mas eu com essa minha mania de querer ser canonizada pelo Papa (só pode!) fico "dizimando" e fazendo caridade por aí. Bem, eu tinha na bolsa apenas R$ 12,00 - uma nota de R$ 2,00 e uma de R$ 10,00, mas isso até passar pelo primeiro menino de rua: sentado sobre o meio fio com vestes sujas e usando a blusa de modo que cobria suas pernas (pensem no Ananias de "Os Trapalões", se sua memória for capaz de alcançar remota lembrança) e segurando em suas mãos um copo descartável com umas duas moedas dentro, a criatura disse com aquela voz sofrida, que aliás todos eles fazem igualzinho, o que me faz desconfiar que exista um curso profissionalizante para ser trombadinha, só pode!!! Depois do "olhar fatal" eles te chamam de "tia" numa entonação com um misto de inocência e cinismo e finaliza com o pedido: "me dá um trocado aí". Pronto: eis um negócio lucrativo, ainda mais se eles cruzarem com a trouxa da Vanessa várias vezes ao dia! Tá, peguei o trocado que tinha (os dois reais) e dei pro moleque. Continuei no meu caminho, parei no ponto para esperar a bendita Kombi que me levaria para casa. Os minutos foram passando e nada... passaram mais 10 minutos e nada ainda... até que de repente eu avistei adivinhem o quê? Não, não foi a Kombi, pois minha "sorte" não permitiria que ela chegasse em apenas meia hora, isso seria a glória!!! Eu avistei foram os meus colegas de trabalho (que saem depois de mim) embasbacados de eu ainda estar ali esperando minha condução. Ficamos todos juntos, cada um esperando seu ônibus, e claro que todos seguiram seus caminhos e eu ali permaneci.

Eram mais de 23 hs quando decidi andar para um ponto lá na frente para não correr o risco de pegar a "kombi" cheia. Chegando lá eis que surge um outro adorável menino de rua me pedindo o que??? Para massagear as minhas costas doloridas e meus pés cansados é que não era, ele queria o meu dinheiro, apenas o meu suado dinheiro. Fiquei aliviada de contar com uma justificativa para negar o pedido, afinal, eu não tinha trocado, apenas uma nota de R$ 10,00 que garantiria o meu retorno para o meu lar doce lá, então com toda a minha peculiar doçura, com todo meu sorriso angelical, eu disse mostrando a nota: "querido, desculpe-me, mas eu não tenho trocado." Como esses seres não estão acostumado a lidar com gente educada como eu, que dá atenção, que pergunta seus nomes, que fala "fique com Deus", eles não conseguem desistir fácil, então, o menino começou a ter idéias mirabolantes para trocar o meu dinheiro. Ficamos ali tanto tempo conversando que quando percebi ele já estava debaixo do meu guarda-chuva, mas eu dizia a ele que não sairia dali pra trocar, pois a kombi poderia passar e eu perdê-la. Foi então que ele teve uma idéia que rachou a minha cara e saiu executando a mesma sem atender o meu pedido desesperado: "não, não faça isso, por favor!!!", e então ele disse: "pô, tia, é melhor pedir do que roubar". O menino simplesmente parou um ônibus. Sim, ele deu sinal, só que o ônibus parou uns 100 m a frente. Cara, o neguinho parecia maratonista de olimpíadas, chegou lá num segundo e então, num momento de ilusão achei que ele ficaria no ônibus pegando a carona. Que tolinha eu! Lá veio ele descendo do ônibus me gritando: "vem tia, o moço vai trocar". Cara, eu juro que tive tanta vontade de socar aquele pivete, mas fui lá eu, com a cara mais rachada do mundo em direção ao ônibus já imaginando o esporro que eu levaria do motorista ou dos passageiros que ficaram esperando. Entrei no ônibus toda sem graça: “ai, moço, eu não vou pegar o ônibus, é que o menino só quer que eu troque o dinheiro pra eu dar um trocado a ele”. Um passageiro com quase 2 metros de altura, todo bombado e com tatuagem por todo o corpo se ofereceu pra ir me defender do pivetinho... Hahahahahahahahahaha. Consegui amansar o cara, troquei o dinheiro e desci do ônibus. Quando olhei pro mesmo, todos os passageiros disputavam a tapa o lugar na janela para entenderem o que se passou. Olhavam pra mim assustados sem entender nada. Dei R$ 2,00 pro menino, então ele virou as costas sem nem dizer: “obrigada, trouxa”. Cara, senti vontade de chegar em casa e rasgar meu mini pôster do Che Guevara (rs), mas não... pensei no azul, recitei uns mantras, lembrei de todas as teorias sociológicas que defendo e voltei para o meu estado normal. Imediatamente voltei a ficar puta, pois me dei conta, devido ao “modelito” que o peste vestia, que aquele sujeito era o mesmo a quem eu havia dado 2.00 uma hora antes! Que ódiooooooooooo. Agora já era. Estava só com R$ 8,00. O que? Eu disse 8,00? Minha sorte permite por acaso que eu fique com um rio de dinheiro desses em minhas mãos??? Jamais!!! Foi então que me dei conta que o ridículo do motorista havia me dado o troco errado. Nas minhas mãos havia apenas 6,00. E “M” da Kombi??? Que nada! Quer saber, eu já havia sofrido demais até ali. Desisti da Kombi e fui pegar o táxi, afinal eu mereço conforto, paz e ar condicionado!!! Liguei pro meu pai: “pai me espera na porta com um trocado porque vou pegar táxi e eu não tenho dinheiro suficiente porque a reunião da associação de trombadinhas hoje foi aqui em frente ao shopping”. Fui amarradona em direção ao primeiro táxi que avistei, mas vocês pensam que o azar me abandonaria tão cedo??? Na-na-ni-na-não!!! Pra começar o taxista vestia algo que parecia pano de chão, pensei tratar-se de outro trombadinha, mas não, ele era flamenguista, daí a razão dele usar aquela blusa horrorosa. Hehehehe. To zoando! Nada contra o flamengo, mas é que eu queria que o botafogo ganhasse... ta, entrei no táxi e o cara já estava puto da vida porque havia sido multado. Como se aturar as lamentações do infeliz não fosse o suficiente, ele ainda comia um espetinho enfarofado!!! Conclusão: a farofa voava toda na minha bela face cada vez que ele se virava pra mim para esbravejar da multa que sofrera. Vocês pensam que minha noite de terror acaba por aí??? É claro que não, mas aparentemente o cara foi se acalmando e começamos a conversar saudavelmente... falei até onde eu trabalhava, para minutos depois perceber a burrice que cometi!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O cara começou com uns papos tortos dizendo que o destino que me colocou no caminho dele. Putz! Eu sei que sou azarada, mas o destino não pode ser tão sacana assim comigo. Peralá! Eu sou tão boa, gasto metade do meu salário com a população de rua para no fim o destino me recompensar com um velhote careca com cara de maluco e que ainda por cima é flamenguista!?!?! Que destino é esse??? Não, não, não!!! Isso não é coisa do destino, meu destino não é maléfico assim. Isso é culpa do motorista do 654 e do trombadinha maldito!!! Cara, são nessas horas que percebo o quanto sou corajosa... o taxista taradão ameaçou parar o táxi em vários lugares, sinceramente, tive que ter muita astúcia para conseguir fazê-lo me levar pra casa, mesmo que ele tenha levado o dobro de tempo que levaria... o cara andou muito lentamente pra poder ficar conversando comigo... PQP!!! Se eu fosse a pé eu tinha chegado antes e ainda economizaria, se bem que com o tanto de mendigo que eu encontraria no caminho, era capaz de eu voltar pra casa endividada, mane!
Bom, cheguei em casa e pensam que o pesadelo acabou??? O taxista taradão sabe onde eu moro e trabalho, portanto, aguardem os próximo capítulos!!!

Deus me proteja!

27 de janeiro de 2008

Acredito que o forte da minha personalidade é a gentileza. Não, não sou daquelas que dá “bom dia” a todos que cruzam o meu caminho ou que beija e abraça meio mundo, pois sou tímida para demonstrar afeto de forma exacerbada, mas, sem querer perder a modéstia, sou a pessoa mais gentil que eu conheço. Não trato as pessoas conforme grau hierárquico, portanto, meu sorriso não é privilégio concedido para poucos, mas sim cortesia destinada para muitos, entretanto confesso que sinto mais gosto de sorrir para determinadas pessoas que a outras e isso não é ser falso, é apenas ser gentil. Sou daquelas pessoas que, mesmo estando no direito de dar uma ordem, o faço em tom de pedido. Se fui áspera com meia dúzia de pessoas ao longo da vida, foi muito e, mesmo assim porque me importunaram de modo que ultrapassasse a cota estabelecida pela minha boa vontade (que é muito grande!!!), por isso tudo, quem me conhece costuma me tratar com muito respeito, o que muito me envaidece. Esse meu jeito gentil também não é tão voluntário assim... várias vezes tive vontade de protestar certas atitudes alheias, certas injustiças das quais fui vítima e não consegui encontrar voz para isso. Verdade que sou pacifica, mas minha timidez me torna muito passiva e submissa às vontades das pessoas. Admito que às vezes sou muito boba e perco as contas das vezes em que saí no prejuízo material ou moral, mas no fim sempre tenho uma recompensa, que é justamente quando alguém reconhece o meu esforço...Concluindo, na verdade eu sou é muito problemática e sinto necessidade de vir aqui ficar escrevendo tudo isso. Quanta bobagem!!!!Pra que?

22 de janeiro de 2008

A Imagem da Educação

AUTORIA: KAREN CAMPOS
KELEN BATISTA
ROSANA XAVIER
ROSEANE ESPINOLA
VANESSA RIBEIRO






Supõe-se a educação como conhecimentos adquiridos no ambiente formal, limitada a dimensão escolar, no qual um detentor legítimo do saber tem a função de ensinar, o aluno apenas de aprender.
Na educação formal, a tarefa de aprender restringe-se a reproduzir o que se ouve, ignorando assim qualquer conhecimento trazido de suas experiências anteriores, tema esse que é abordado no filme de Coutinho propondo repensar os moldes dessa educação, que desvaloriza os saberes que estão além das salas de aula. Os filmes nos mostram uma forma de saber diferenciada do conhecimento formalizado da escola, remetendo-nos a uma reflexão acerca do aprendizado que elegemos como o principal, porém, nem todas as informações necessárias para o desenvolvimento do ser humano estão presentes nos conteúdos escolares, contudo as adquirimos ao longo da vida por meio das nossas próprias experiências ou até mesmo das vividas por outras pessoas, cabendo-nos como verdadeiros ensinamentos. É nessa perspectiva que “O Princípio e o Fim” e “Edifício Máster”, ao abordarem as histórias vividas por pessoas comuns, acabam nos expondo a este tipo de saber, que muitas vezes desvalorizamos. Poderíamos apontar vários motivos para esta pouca importância atribuída a este tipo de conhecimento. Um deles é que, por este ser um tipo de saber que não nos promove socialmente, por não ser o tipo de conhecimento abordado nas escolas e conseqüentemente também não ser o exigido em concursos ou em qualquer outra forma de avaliação que tenha como objetivo medir nossa “capacidade intelectual”, acabamos enxergando somente a escola como detentora absoluta de todo o conhecimento essencial para nossa formação. Nesse aspecto, a escola torna-se a única instituição capaz de formar “sujeitos sábios”, e por isso somente estamos dispostos a ouvir estas pessoas, o que nos torna incapazes de imaginarmos que um idoso do sertão paraibano, por exemplo, tenha algo a nos ensinar. Esta é a segunda razão que nos faz desmerecer esta forma de sabedoria. Relacionamos conhecimento a um tipo de pessoa ligada a um determinado status social. Essa analogia pode ser explicada através da sociedade “meritocrática” em que vivemos, a qual estabelece a idéia de que as pessoas capazes são aquelas que têm vários diplomas e ocupam os melhores cargos profissionais, logo, somente o que elas têm a dizer há valor. A conseqüência dessa educação preconceituosa e excludente é a supervalorização da imagem em detrimento da essência, fazendo com que prejulgamos o indivíduo pela forma como se apresenta, remetendo a uma hierarquização social pautada no acúmulo de bens materiais. Portanto, ao meditarmos sobre as obras de Coutinho, somos induzidos a repensar o papel da escola e concluímos que esta se encontra muito limitada ao focalizar-se apenas em uma forma de sabedoria. Sendo assim, é necessário que a escola abranja seu currículo, adotando fórmulas que tornem seus alunos muito mais do que sujeitos produtores do conhecimento formalizado, mas que também sejam cidadãos completos, com uma mentalidade menos mercantilista e que saibam encontrar valor nas diferentes culturas.

Marcadores: , ,

13 de janeiro de 2008

Autoria
Vanessa Ribeiro*

*graduando curso de Pedagogia.UERJ. vanribeiro1984@hotmail.com



Em “Para Quem é o Discurso Pedagógico”, a autora Eni Puccinelli Orlandi, ao concordar com Marilena Chauí, diz que professores e alunos estão excluídos do discurso educacional. Partindo desse pressuposto, cabem-nos as seguintes perguntas: Para quem serve este discurso? E para que?
Antes, é necessário analisarmos como se dá esta exclusão dos dois principais atores do processo educativo: professores e alunos.


A exclusão dos docentes do Discurso Educacional.

O discurso é um ato da linguagem. Linguagem, segundo a perspectiva da autora, é o poder de decidir, no entanto, o professor está muito à margem deste processo de decisão, na medida em que todo o conteúdo eleito para ser repassado aos alunos, já chega definido em suas mãos. Além disso, a quantidade de informações que devem ser transmitidas não permite que o docente as abordem com profundidade, com o intuito de gerar uma aprendizagem significativa, que vá além de um simples ato de decorar. Como conseqüência desta situação, a possibilidade de gerar nos estudantes um caráter crítico e libertador é descartada, pois os conteúdos acabam ganhando um patamar mais importante no processo de aprendizagem.


A exclusão dos discentes do Discurso Educacional.

Percebe-se que o importante é que o aluno absorva tudo o que lhe fora ditado. Ele aprende uma série de informações. Para que? Para “ser alguém na vida”, mas, na nossa sociedade, ser este alguém significa galgar um bom status social. Sendo assim, aquele que seguir à risca tudo o que a escola lhe determinar, certamente este alcançará a posição almejada. No entanto, a escola sabe – porém ignora – que nem todos chegarão a este destino, mesmo que 100% deles se dediquem para tal. Apenas uma ínfima parcela dos estudantes se “tornam alguém”; a outra continua sem a oportunidade que nem a escola lhe proporcionou de se tornar este alguém também, pois esta (a escola) se preocupou apenas em preencher o cérebro de seus alunos com conteúdos didáticos, esquecendo que para torná-los alguém, é necessário também torná-los sujeitos com mente crítica e alma livre. Sem isso, o que eles são? São algo. Portanto, a escola é produtora de poucos “alguém” e muitos “algo”.


Para Quem Serve o Discurso Pedagógico? Para Que?

O Discurso Pedagógico serve para beneficiar aqueles que estão no lado favorável do sistema social em que vivemos. Quem está deste lado? Encontra-se neste pólo os poucos “alguém” que a escola produziu, enquanto no outro extremo residem os indivíduos que foram “coisificados” por esta configuração, e permanecem submissos a ela justamente porque foram transformados em “algo”, que desde os tempos escolares só aprendeu a seguir normas e informações que lhe foram ditadas autoritariamente, não os transformando em sujeitos críticos.
As idéias aqui expostas, portanto, derrubam todas as idéias que tentam propagar a respeito da escola. Se a educação eleva o homem, são poucos deles. Se ela gera igualdade, só se for no sentido de manter as gerações estáticas socialmente, igualmente às anteriores. Assim sendo, a escola é a grande máquina conservadora da ordem social.


Como Introduzir Professores e Alunos no Discurso Educacional.

Está claro que a escola tem o papel de manter o feitio da sociedade e, na verdade, ela é vitimizada por esta configuração, que possui sua origem em séculos remotos. No entanto, se ela é quem tem o poder de manter a sociedade como ela é, também é ela que tem a possibilidade de transformá-la. Para isso, professores e alunos devem ser incluídos em seu discurso. Com esta inclusão, as angústias dos estudantes serão ouvidas e então o professor terá a liberdade de procurar meio de resolvê-los, abordando também na sala de aula questões que são inerentes à sua realidade, valorizando o aluno como sujeito, que possui vontades e idéias e não algo que está ali esperando a sua vez de se tornar alguém. É necessário já enxergá-lo como tal. Quando assim for, o aluno também fará do professor muito mais do que um sujeito que está ali para transmitir algo preestabelecido, então ele perderá sua ocupação mecânica, já não estando mais submetido apenas ao discurso pedagógico, mas sim às necessidades de seus alunos. É para isso que a escola deve servir.













BIBLIOGRAFIA

PUCCINELLI, Eni. A Linguagem e Seu Fundamento – As Formas do Discurso.


A Maquinaria Escolar.

Marcadores: ,

1 de janeiro de 2008

Pra que lado devemos ir? (título brega)

São mais de quatro horas da manhã do dia 1 de janeiro de 2008, portanto, são as primeiras palavras que digito neste ano. A vontade de vir aqui escrever surgiu enquanto eu tentava dormir, mas não conseguia, pois uma inquietude tomava conta de mim. Duas forças brigavam em pé de igualdade: a de dormir e a de escrever, mas no fim, como vocês podem perceber, a primeira acabou vencendo. Sinceramente, não sei o que vem acontecendo comigo... preocupações muito íntimas e pessoais se misturaram na minha mente com questões bem mais abrangentes, filosóficas e sociais, o que poderia fazer este post ter temas diversos, mas não vou programar nada, vou ver quais serão selecionados naturalmente pela minha cabeça para serem expostos aqui.
Bom, um dos motivos dessa já familiar insônia é que no último dia do ano resolvi ver o filme que o Brasil inteiro já assistiu e que eu não tinha visto porque guardava a esperança de conseguir vê-lo no cinema na intenção de valorizar a cinematografia nacional. Bem, acabei fazendo feio como meus compatriotas e apelei para a econômica e criminosa versão “pirata”. Estou falando de Tropa de Elite, aquele mesmo do pega um, pega geral e também vai pegar você. Bom, o filme mexeu naquela sementinha que tem dentro de mim que me faz acreditar que eu tenho orientação esquerdista, o que muito me preocupa. Afinal, por que será que sinto algo me puxando nesta direção se pouco compreendo das estruturas sociais e se menos ainda compreendo de política? Sinceramente, todo o conhecimento que possuo a respeito de tal tema, foi o que os livros didáticos me passaram e o que ouvi na aula de História do pré-vestibular. Influência do professor? Talvez sim, mas não me contento com esta afirmação. Existe algo que mexe muito comigo e, mesmo que joguem na minha cara toda a podridão e os resultados fracassados dos governos de esquerda e também que se esgotem as justificativas que defendem a minha posição, ainda assim, sinto-me extremamente repugnada pela sociedade moldada em formas de “direita” e muito atraída pelo seu oposto. Podem me dizer que o problema do Brasil não é o fato de ser um país capitalista, mas sim de ter regentes corruptos. Podem apontar países capitalistas que “deram certo” que não vai adiantar! Até porque cheguei a conclusão que realmente é o desequilíbrio e a desigualdade que mantém o capitalismo de pé. Se existe alguma nação européia onde não existam pessoas que vivam abaixo da linha de pobreza, isso só foi possível graças a miséria de alguma outra naçãozinha latino-americana ou africana... Sinceramente foi às custas da pobreza de “seus vizinhos” que os EUA se tornou essa potência que consegue manter a maior parte da sua população no que chamamos de classe média. Ta, vamos delirar. Se todas os países do mundo em 2008 tornam-se superpotências econômicas, o que iria acontecer? Bombas atômicas voando sobre nossas cabeças? Talvez, mas sejamos menos trágicos... viveríamos uma concorrência desenfreada, ai o cara que fez uma das últimas matérias de capa da Época, diria que isso seria uma maravilha, já que forçaria as empresas a diminuírem os preços dos seus produtos, o que os tornaria acessíveis a camadas miseráveis da população. Por um momento, confesso que me iludi, mas pensei bem e cheguei a uma conclusão: se a empresa diminuir seu lucro devido a concorrência, ela começará a cortar despesas, logo, bye bye para uma massa de trabalhadores que ficariam desempregados e desesperados por aí vendendo sua força de trabalho a preço de banana. Imediatamente, os patrões voltariam a recuperar seus lucros já que passariam a contratar uma mão-de-obra ainda mais barateada. Lucro, essa é a lógica do capitalismo. Sem lucro, não há capitalismo e como é mesmo que se faz o lucro? Ai, pula essa parte porque ainda não to a fim de me jogar do 12º andar da UERJ, mas se você não sabe e ficou curioso, joga no google a seguinte expressão: “mais-valia”.
Bom, agora vamos lá. Estou mentalizando Cuba, pois ainda não tive a oportunidade de ir lá e também não faço questão. Andar em carro velho e acostumar-se com esquema de racionamento de energia são coisas que a sociedade em que estou inclusa não me preparou para viver, no entanto, estou mais que acostumada a ver mendigos, ou melhor, pessoas como eu jogadas pelo chão das ruas, crianças cheirando cola quando deveriam estar estudando e gente morrendo devido a precariedade da saúde pública. Afinal, é fácil encarar tais situações com naturalidade quando as vivencio de dentro do meu carro do ano com ar-condicionado e com a conta do meu plano de saúde em dia. Por esse ângulo, Cuba torna-se realmente um inferno. De fato, as pessoas lá vivem todas na miséria, mas convenhamos que é uma miséria digna, na medida em que o essencial, que é saúde (!!!!!!!!!!!!!) e educação não falta para aquele povo. Tem gente fugindo de Cuba? É verdade, até a filhinha de Fidel ralou peito de lá, mas prestem bem atenção no tipo de gente que ta saindo de lá, são justamente as pessoas que têm perspectivas dentro de uma sociedade capitalista. Elas escapam da “miséria” cubana porque sabem que tem condições de viverem também fora da miséria capitalista, pois caso contrário, eles preferiam mil vezes continuarem por lá. O pobre coitado do cidadão cubano não trocaria o pouco que possui em seu país pra viver nas favelas ou nas calçadas brasileiras.
Ah! E quanto ao temível ditador Fidel Castro, assassino da democracia, eu penso da seguinte forma... A democracia somente torna-se democrática se ela é dirigida a uma sociedade composta por pessoas bem instruídas, caso contrário, ela torna-se instrumento para aproveitadores chegarem ao poder. A democracia é a vontade do povo, certo? Mas no Brasil, na prática, ela é a vontade que colocam na cabeça do povo, então, no fim das contas, a vontade de quem que é feita por aqui? Além disso, quando se rema contra a maré, não tem jeito, infelizmente, você tem que usar a força. Se a correnteza está pra direita e você ficar parado, uma onda irá te engolir e levará você com ela, mas é bom que saibam que sou pró-democracia, mas democracia plena, como eu disse, só ocorre quando as pessoas elegem seus representantes conscientemente, portanto, talvez seria melhor se o voto não fosse obrigatória, mas sim um ato voluntário.
Bom, ninguém deve ler isso mesmo, mas peço desculpas se algum grande conhecedor do assunto passar por aqui e constatar que só escrevi besteira. Meu conhecimento é superficial mesmo e é muito baseado na minha intuição também.
Enfim...
Vou ficando por aqui.
Feliz 2008!!!

Marcadores: , ,

14 de dezembro de 2007

Artigo Científico!

Priscila Vasconcelos, Priscila Mara, Rosana Xavier, Vanessa Ribeiro, Rosana Sousa e Camila Lorenção.


Caramba, estou muito feliz porque o meu grupo da faculdade tirou 9 no artigo científico, mas mais feliz ainda pq a nota está sujeita a aumento!!! Hehehehe

Bom, tal nota me deu segurança de postar o artigo aqui:





POSSIBILIDADES PARA UMA ESCOLA PRODUTORA DE CONHECIMENTO

Camila Lorenção C. Guabiraba*
Karen Campos Erlach**
Kellen Batista da Silva***
Priscila Mara****
Priscila de Vasconcelos*****
Rosana Sousa Costa******
Rosana Xavier Roberto*******
Vanessa da Silva Ribeiro********

RESUMO
Este trabalho, ao mesmo tempo em que apresentam dados que sustentam a teoria cognitivista de aprendizagem dando enfoque à visão de Ausubel, tem também como fim permitir aos leitores uma reflexão acerca da possibilidade da escola configurar-se como ambiente que propicie uma significativa aprendizagem em seus alunos. Para isso, visitamos uma escola particular na Zona Norte do Rio de Janeiro e relatamos parte desta experiência neste trabalho. Os exemplos aqui expostos correspondem à visão “ausubeana”, já que foi possível detectarmos na sala de aula os principais elementos permissivos a uma aprendizagem como aquela proposta por Ausubel.

Palavras – chave: Cognitivismo. Aprendizagem significativa. Educação escolar.

________________________________________________________________________
*graduando curso de Pedagogia. UERJ. camila.lorencao@hotmail.com
** graduando curso de Pedagogia. UERJ . karencampos16@yahoo.com.br
*** graduando curso de Pedagogia. UERJ . kelloukinha_320@hotmail.com
**** graduando curso de Pedagogia. UERJ . priscila.mara@click21.com.br
***** graduando curso de Pedagogia. UERJ . priscivasconcelos@yahoo.com.br
****** graduando curso de Pedagogia. UERJ . rosanacosta2006@hotmail.com
******* graduando curso de Pedagogia. UERJ . xavier.rosana@yahoo.com.br
******** graduando curso de Pedagogia. UERJ . vanribeiro1984@hotmail.com

INTRODUÇÃO
Cognitivo é aquilo que é relativo ao conhecimento, portanto, pode-se dizer que o conhecimento é o objeto de estudo da corrente psicológica que se convencionou chamar de “cognitivismo”. No entanto, essa corrente que teve início em meados do século XX, possui variadas linhas, contando com diversos representantes que, entre outros, podemos destacar David P. Ausubel, Jerome Brunner e Jean Piaget.
Os cognitivistas, em geral, estudam a organização do conhecimento e a forma como ele é processado na mente humana, portanto, trata-se de investigar a capacidade do indivíduo em compreender e apreender as informações, no entanto, o objetivo dos cognitivistas vai além de armazenar tais informações na estrutura cognitiva do individuo, tendo como finalidade principal permitir que o sujeito seja capaz de aprender por si próprio, ao relacionar novos conhecimentos com suas informações preexistentes, propiciando, portanto, uma percepção lógica dos conteúdos adquiridos.
Sendo assim, é possível dizer que a escola é um campo fértil para as práticas das teorias cognitivas e, foi com esse pensamento que, David Paul Ausubel direcionou seus estudos à aprendizagem ocorrida em sala de aula, portanto, as idéias de Ausubel, e em especial a Teoria da Aprendizagem, serviram de base para este artigo, que tem como fim detectar aspectos “cognitivistas” no processo de aprendizagem escolar, tendo em vista a missão que é atribuída à escola.

POSSIBILIDADES PARA UMA ESCOLA PRODUTORA DE CONHECIMENTO
A sociedade em que vivemos delegou à instituição escolar a responsabilidade de transmitir todo o conhecimento o qual elegemos como fundamental para, através dessa transmissão, tornar os seus alunos sujeitos potencialmente informados e capazes de edificarem novos saberes por meio de tal processo, portanto, cabem aqui as seguintes indagações: a escola tem cumprido seu papel de propagar conhecimento? Este conhecimento tem gerado transformações na estrutura cognitiva dos seus alunos?
Para Ausubel, o papel da escola é criar condições que propiciem uma aprendizagem significativa, esperando que o sujeito não armazene as informações de forma arbitrária, mas que as internalize substantivamente, mas Ausubel não relaciona o papel da aprendizagem exclusivamente ao professor, atribuindo parte dessa responsabilidade também ao aprendiz, que deve mostrar-se disposto para o aprendizado, para que este não ocorra de forma mecânica, aonde o mesmo irá apenas decorar o que lhe foi transmitindo. Entretanto, Ausubel aponta a estrutura cognitiva do indivíduo como o elemento principal nesse processo. Essa estrutura consiste nas informações já adquiridas e o modo como elas estão organizadas na mente do sujeito. Portanto, tais informações devem ser levadas em consideração pelo professor, funcionando como âncoras na compreensão de novas idéias por parte do estudante, possibilitando que a aprendizagem ocorra de forma significativa. Portanto, Ausubel acredita que o mais importante na aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece, assim sendo, deve-se descobrir o que ele sabe e basear isso nos ensinamentos.
Baseado na Teoria da Aprendizagem de Ausubel, buscamos considerar as questões levantadas pelas indagações que iniciam este artigo, para isso visitamos o Colégio da Companhia de Santa Teresa de Jesus, onde foi possível acompanhar de perto um dia de aula em uma das turmas do primeiro segmento e, conseqüentemente estabelecer uma análise dos procedimentos utilizados em seu processo de ensino.
Nesta visita pudemos acompanhar, após uma tradicional aula de História com o tema “Proclamação da República”, a proposta improvisada pela professora, onde seus alunos tiveram que se dividir em grupos, cada um com uma finalidade específica. O primeiro deles deveria defender a posição assumida pelos militares após a Proclamação e dialogarem com outros grupos: um representando a “elite” e outro simulando o “povo”, o que gerou nos alunos um estímulo bem diferenciado daquele percebido no primeiro momento. A professora informou que utiliza esse método para investigar a profundidade com que os conteúdos atingiram seus alunos, além de ser uma ótima oportunidade para aqueles que por algum motivo não compreenderam a matéria, possam compreender. Essa perspectiva é compatível às idéias de Ausubel, já que a prática oriunda dela contribui para uma aprendizagem significativa, por primeiramente despertar um componente de suma importância, que é a disposição do aluno, ao mesmo tempo em que oportuniza a professora a enxergar como que as informações foram processadas na mente de seus alunos, possibilitando-a a trabalhar com mais ênfase com aqueles que simplesmente reproduziram parte do que lhe foi ensinado, já que uma reprodução fiel de determinado conteúdo pode ser resultado de um simples ato de decorar. Essa informação decorada é encarada por Ausubel como um aprendizado mecânico, por não criar vínculos com outras informações já estruturadas na mente do sujeito, fazendo com que o mesmo não dê significado à nova informação adquirida.
Na aula seguinte, a de Informática, a professora não impôs uma tarefa específica, dando aos alunos a liberdade de buscarem informações na Internet acerca do que fora abordado na aula anterior, ou seja, sobre a Proclamação da República Brasileira, propiciando o que Ausubel denominou de “aprendizagem por descoberta”.De fato essa descoberta ocorreu, na medida em que os alunos estenderam seus conhecimentos por si próprios e ao passo que já possuíam em suas mentes um conhecimento bem estruturado sobre o assunto que pesquisavam, devido à aula antecedente.
Além dos computadores, no processo de aprendizagem escolar da unidade visitada, outros materiais didáticos, principalmente os livros, assumem um papel importante, sendo muitas aulas baseadas inteiramente neles, por isso buscamos analisá-los também. Para isso verificamos livros de “ciências”, do 3ª, 4º e 5º ano do primeiro segmento, da coleção “Marcha Criança” (editora. SCIPIONE), utilizados pela escola visitada, e foi constatado em seu método o que Ausubel batizou de “Aprendizagem por Subordinação Correlativa”. Este processo consiste em trabalhar primeiramente os conceitos mais amplos para a partir daí direcionar para uma aprendizagem mais específica. Sendo assim, escolhemos um assunto comum aos três livros, e o eleito para nossa investigação foi à unidade que trata dos vegetais, onde pudemos perceber que, no livro do 3º ano (2ª série), as partes do vegetal são expostas e caracterizadas com suas principais funções. No livro do 5º ano (4ª série) não somente aparecem as partes que compõem um vegetal, como estas partes estão subdividas também, ou seja, não apenas a folha é mostrada como parte integrante de uma planta, como ainda são expostas as partes que formam a estrutura da folha.
Ao notarmos os elementos que decoravam a escola, encontramos diversos cartazes elaborados pelas próprias crianças com temas abordados em sala de aula, desde o início do ano, entre eles, uma estrutura em papel na forma de uma árvore, denunciava mais uma vez o anseio da professora de proporcionar aos estudantes uma aprendizagem de modo que as informações e os conhecimentos construídos ali perpassem os exames escolares para que futuramente os alunos possam trabalhá-los e manipulá-los.



CONCLUSÃO
Portanto, na escola aqui apresentada, o cognitivismo assume uma posição prática e as tentativas da professora de proporcionar aos seus alunos uma aprendizagem significativa, obteve êxito, na medida em que as crianças, ou pelo menos a maior parte delas, conseguiam responder às questões mostrando compreensão, mesmo quando as mesmas eram elaboradas de outras maneiras. Subentende-se, portanto que a aprendizagem não ocorreu de forma mecânica, mas que de fato os alunos encontraram sentido no conteúdo internalizado.
No entanto, este exemplo, não é o suficiente para respondermos se a escola como um todo tem assumido seu papel de gerar uma aprendizagem substantiva em seus alunos, entretanto, podemos concluir que, onde houver professores preparados, auxiliados por teorias de aprendizagem e amparados por uma estrutura escolar que os possibilitem criar condições que propiciem uma aprendizagem significativa, aí certamente haverá alunos que, mais do que receptores de informação, também serão produtores de conhecimento.




REFERÊNCIAS

Dalbey, J.; Linn, M.C. Cognitive Consequences of Programming Instruction: Instruction, Access, and Ability. Educational Psychologist, 1985. v.20 nº4, 191-206.

Eysenk, M.W., Keane, M.T. Psicologia Cognitiva. Artes Médicas, 1993.

Siegler, R.S. Information Processing Approaches to Development in: Mussen, P.H. Handbook of Child Psychology. Vol.1. N.Y. Willey: 1983.

Marcadores: ,

14 de outubro de 2007

É apenas Timidez!

Era pra ir pro perfil do orkut, mas vai aqui:

As palavras que eu sempre escrevo aqui nunca tiveram eficiência para me descreverem, talvez seja porque palavras foram feitas para nomear coisas, sem ter a mesma eficácia para transmitir a essência delas. Posso dizer que amo alguém, e ao ler, você terá referência apenas o seu jeito de amar, mas quem garante que amamos da mesma forma? Por isso, tudo o que eu digo sobre mim pode gerar diferentes “olhares”. Sendo assim, quando falo que sou tímida, apenas estou dando uma noção sobre o traço mais “característico” da minha personalidade, mas apenas eu sei o grau dessa vergonha, somente eu sei os outros adjetivos que herdo diariamente dessa minha timidez: “antipática”, “arrogante” e “boba” são apenas alguns dos atributos que propagam por aí a meu respeito. Essa timidez tem seus companheiros: “insegurança”, falta de “auto-estima” e qualquer outro defeito que tenha o poder de fazer um sujeito sentir-se diariamente mais insignificante que um microscópico grão de areia, estão emaranhados nessa enorme rede que forma o que sou. Para pessoas como eu, o banal e o corriqueiro, como ir comprar um saquinho de jujuba, tornam-se tarefas árduas. Por isso, cada amizade conquistada e cada pessoinha que entra na minha vida, estão sujeitas a encontrarem em mim uma amiga de longa data. O diploma de uma faculdade ganha ar de troféu nas mãos de um ser humano como eu. O primeiro emprego então, nem se fala! Você se sente tão realizado de estar trabalhando que o salário é o que menos lhe interessa (rs).
Portanto, o tímido nada mais é que um submisso aos caprichos e vontade alheios. Sem coragem de recusar pedidos de qualquer ordem, sente-se até envaidecido quando alguém lhe oferta uma tarefa, ou então fica extremamente triste quando percebe que só é lembrado nestes momentos. Por ser tímido, seu nome sempre fica por último na lista de quem quer companhia pra uma “boa”, mas é sempre o primeiro quando se precisa de um companheiro para ir visitar a tia avó às 6:30 da manhã lá em Saracuruna! Oras, se o tímido não gosta de sair pra boa, não será o “chato” que lhe atrairá!

[continua...]

Marcadores: , ,

29 de setembro de 2007

Quem sou eu?


É muito difícil dizer quem sou, porque sou composta de tantos paradoxos, que meu jeito permite as mais diversas traduções. Sou no mínimo algo inominável. Seria necessário um dicionário particular com vocábulos exclusivos para me definirem, e ainda assim poucos me compreenderiam, porque isso é uma tarefa que exige, antes de qualquer coisa, paciência, sensibilidade, investigação e sorte, pois em todos os dias vejo-me perdida no meu próprio labirinto. Labirinto este composto por terrenos altos e baixos, por muitas áreas iluminadas e outras nem tanto assim, mas não tenha medo da escuridão que faz parte de mim, porque lá os monstros estão bem domesticados! Não lhe aconselho a caminhar pela parte dos arquivos empoeirados, pois você irá se deparar com traumas e lágrimas, além de uma parte da minha pouco saudosa infância, onde em algum momento deixei de ser oprimida e encarnei um pouco o papel da opressora. Entre meus 14 e 20 anos, passeie a vontade! Recomendo-lhe usar uma bicicleta, colocar seu short mais curto e preparar os músculos faciais para intensos movimentos ocasionados por risadas memoráveis. Se você se deparar com três meninas de riso frouxo e leveza na alma, elogie-as, pois elas foram as responsáveis por terem decorando tão alegre e coloridamente esta parte do labirinto, que é tão especial(!!!), pois até as tristezas deste momento tiveram um tom de encantamento, que mais tarde se converteram em aprendizados.

Quando você chegar na porta do labirinto que contém uma plaqueta escrita “2005”, prepare-se para deparar-se com mudanças radicais e preste atenção na sonoplastia: essa voz que você ouve profetizando amor, desejando-me força e me dando incentivo, é de alguém chamado Cesar. Ali adiante você encontra uma parte apertada como a força de um abraço daqueles bem gostosos, o responsável dessa sensação agradável é meu sobrinho, Gabriel. Continue andando, pois você está prestes a chegar na parte aonde ninguém ainda chegou: o fim do labirinto. Lá certamente você vai encontrar uma menina amordaçada, com expressão assustada, inquieta, e ainda assim, incrivelmente, ela lhe transmitirá tranqüilidade, é ela a menina que você viu crescer ao longo do labirinto, aquela que por ser tão de cantos, você talvez nem a tenha percebido, mas ela estava lá o tempo inteiro, ou roendo unhas, ou olhando pro nada, ou balançando a perna com jeito de quem está ansiosa, ou mexendo desesperadamente no cabelo, como se aquilo fosse uma terapia milenar para atrair calma... Nunca estivera parada, pois todos esses gestos lhes são vitais, já que sempre fora sua forma de denunciar o mundo de sentimentos e idéias que passavam (e passam) pela sua cabeça, com a irrealizável necessidade de serem exteriorizados, porém, sempre foram (e são!) calados pelos seus maiores vilões: timidez, insegurança e complexo de inferioridade.
Esta menina sou eu, e sempre estive aqui lhe esperando para me libertar desta prisão. Se você chegou ao fim do labirinto sem ter-se perdido ou desistido de seguir adiante, talvez tenha encontrado em que parte da minha vida ficou perdida a razão dos meus fiéis tormentos... E quem sabe é essa a descoberta que me falta para que eu seja livre dessa eterna situação de refém...!?

Marcadores: ,

17 de setembro de 2007

O conhecimento deveria ser estimulado por outras causas e ser causado por outros estímulos

O que é mais importante do que ser feliz? Eu acho que nada, mas fico infeliz de ter consciência que a felicidade só é possível se você submeter-se a uma série de processos que a sociedade criou para que você possa alcançá-la (a felicidade).

Em primeiro lugar você deve aprender a ler e escrever, pois como um analfabeto vai conseguir se sentir realizado, se a todo o momento ele se depara com letras e necessita delas para se localizar, para fazer uma compra, para entender uma notícia?... Fora o preconceito e a falta de auto-estima que a falta dessa “habilidade” gera no indivíduo!

Mas não para por aí... mesmo depois de tornar-se um sujeito letrado, isso ainda não é o suficiente para alcançar a tão sonhada felicidade! Você precisa ir além. Precisa de pelo menos uma formação universitária que lhe produza os conhecimentos exigidos para que você tenha a chance de se situar no lado favorável do capitalismo.

Vamos logo aonde eu quero chegar: o conhecimento só ganha importância por causa do sistema em que estamos inseridos, ou seja, precisamos dele por duas razões:

1º como instrumento de defesa, pois o conhecimento lhe torna menos ingênuo, principalmente em relação à política, você aprende a fazer escolhas e tomar atitudes baseadas no seu conhecimento, na sua opinião... Ninguém tem o poder de fazer sua cabeça!

2º para conseguir um status social, pois com ele podemos alcançar uma boa posição profissional e, conseqüentemente, financeira.

Conclusão: o sistema social em que estamos implantados gera a necessidade do absorvermos uma série de conhecimentos patéticos que os homens criaram, pois ele é o nosso escudo protetor, a nossa arma, o guia que nos matem na posição social que nos convém.

Se o sistema fosse outro, creio que não necessitaríamos de uma série de saberes que julgam essenciais. Não to dizendo que todos eles são descartáveis. Claro que não! A História, por exemplo, é um conhecimento de suma importância para os pensantes da sociedade, mas vamos a um outro ponto que me fez escrever esse texto:

O que me irrita mesmo nisso tudo são as pessoas que desdenham de outras “intelectualmente desfavorecidas”. O diálogo é mais ou menos assim: “Você já leu tal coisa ou tal autor, né?” – mas nessa frase o intelectual insere um tom que já deixa o outro com medo (ou vergonha) de responder negativamente – e quando o sujeito diz que “NÃO”, o interrogador faz cara de horror como se aquela resposta tivesse feito nascer em você chifres diabólicos. Você se sente o merda-mor, porque você nunca nem tinha ouvido falar no nome do tal pensador que o cara citou, e aí descobrimos que o CONHECIMENTO ganha mais uma função social: o de subestimar quem não o possui. rs

Não to defendendo que todos devamos ser burros e alienados, mas não existe burrice maior que se auto-atribuir um poder excepcional pelo simples fato de você ter mais conhecimento que alguém. Acho que o que torna alguém poderoso é a capacidade que ela tem de ser feliz, mesmo que ela tenha a triste consciência que precisa do conhecimento para isso... o conhecimento deveria ser buscado de modo que proporcionasse prazer, e não por necessidade ou obrigação. Não to conseguindo ser clara na minha idéia, mas o que quero dizer é que lamento a função que o SABER carrega consigo e queixo a posição que os SABIDÕES tomam diante de seus opostos.

O conhecimento deveria ser estimulado por outras causas (prazer, por exemplo) e ser causado por outros estímulos (que não só o comercial).





Ah! E também deveria deixar de ser instrumento para uns diminuírem os outros, pois o mais importante não é ser cheio de conhecimento, mas sim cheio de felicidade, mesmo que atualmente uma coisa careça da outra...

Marcadores: , ,

6 de setembro de 2007

Aniversário!


Oi, gente!

Tudo bem com vocês? - Como se alguém fosse responder...rs

Comigo vai tudo ótimo, apesar de eu ter ficado 1 ano mais velha, o que me fez chegar na idade que eu mais temia alcançar. Paciência! O jeito e a partir de agora começar a investir parte do meu dinheiro em cremes antienvelhecimento!!! rs

Bom, o meu aniversário foi bem legal, a começar pela véspera, onde tive o privilégio de ter uma turma inteira (e que turma!!!) cantando parabéns pra mim, o que me causou uma grande vergonha seguida de sensações de desmaio e tremedeiras nas mãos, mas compensou porque também provocou um sorriso sincero na minha cara! Tudo culpa do representante, o Rafael. rs
A verdade é que eu gostei muito porque eu não tenho recordação de ter vivido isso nas escolas por onde passei, portanto, antes tarde do que nunca! rs

No dia mesmo, ou seja, em 5 de setembro, as surpresas continuaram... Aquelas pessoas que você jamais imagina que irão te procurar, acabam aparecendo ou através de um telefonema, e-mail, scrap ou MSN para te passar algumas palavras bonitas, às vezes sinceras e em outras nem tanto, mas de qualquer forma, não deixa de ser uma atitude legal!

Presentes? Isso eu ganho todos os dias, mas no meu aniversário além dos beijos e abraços (que pela ocasião foram mais intensos e repetitivos), também ganhei muitas coisas lindas, e algumas de pessoas que nem imaginei ser presenteada...

Ah! Adoro ganhar cartões (apesar de que acabo perdendo todos eles depois...rs), mas só uma pessoa me deu este ano. Obrigada, Lohran e família!!! rs

Festa? Depois de ter parado o meu bairro com grandes eventos por dois anos consecutivos (hehehehe), desta vez preferi contemplar este dia vivendo minha rotina normalmente, pois vivo em festa, no sentido de que cada dia sinto-me presenteada, felizarda e sortuda. Não to querendo dizer que sou a pessoa mais feliz do mundo, tenho muitos momentos de intensa “deprê”, mas eles sempre são fruto do meu egoísmo, se não fosse ele, eu juro que eu seria completamente realizada, então, não vi motivos para fugir do dia-a-dia justo no meu aniversário. Claro que faltei aula, pois quis dedicar o fim da noite para dividi-lo com a pessoa que tem sido responsável por muitos desses acontecimentos bons(nem preciso dizer quem é, né?), então, fomos ao shopping passear e fazer nossas comprinhas...

Bolo? Acreditam que ninguém fez se quer um bolo de fubá pra mim!? Hehehehe
Pois é, nem tudo foi perfeito, mas nada está perdido, pois a comemoração vai até domingo!!! Até rimou! rs

Bom, fico por aqui, mas mais uma vez agradeço a todos que dedicaram seus valiosos segundinhos para me transmitirem suas palavras de carinho...

Obrigada!

Beijos!

Marcadores:

30 de agosto de 2007

Um Bom Motivo Para Blogar!!!


“A linguagem é inseparável do homem, segue-o em todos os seus atos, sendo o instrumento graças ao qual o homem modela seu pensamento, seus sentimentos, suas emoções, seus esforços, sua vontade e seus atos, o instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base mais profunda da sociedade humana.”

Hjelmslev


Vou fazer um link da citação acima que lemos hoje numa das aulas da faculdade para elaborar um post, mas nem esperem aqui um mirabolante pensamento filosófico ou algo do tipo, pois nem tenho direito de ter tal pretensão.

Porém, acho um saco ter vergonha de expor as coisas que eu escrevo. Já abandonei blogs por ter me influenciado com opiniões de pessoas que eu julgava superiores que eu (intelectualmente falando), pois os “intelectualóides” para se auto-afirmarem na sua posição de críticos, não podem encarar um diário online de uma garotinha que só sabe expor seus acontecimentos toscos e seus problemas sentimentais como algo de valor! Fica parecendo até que só devemos tomar atitudes que levem ao progresso da humanidade... rs

Confesso que esse nunca foi o objetivo de nenhum dos blogs que criei, mas hoje não me envergonho de vir aqui expor meus pensamentos, minhas opiniões, minha vida, meus sentimentos... Mesmo que nenhum deles tenha como alvo a política, os problemas sociais ou qualquer outro tema de importância equivalente, mas isso não quer dizer que sou desinteressada por tais questões, apenas ainda não domino estes assuntos da maneira que julgo necessária para me pronunciar sobre eles, em compensação, não há quem entenda tão bem da minha vida como eu...rs

Assim, os intelectuais tiram o direito do pobre, do pouco escolarizado, ou mesmo daqueles que não são tão “aculturados” o direito de se pronunciar... A palavra e o conhecimento tornam-se mais um meio de poder e, por conseqüência, de exclusão!
“Falar de você? Mas que importância você tem? Vai falar de política!”
E assim o “apolitizado” se cala.

Então, eu venho aqui e exponho mesmo tudo que eu sinto vontade de expor sobre mim, mesmo correndo o risco de ser chamada de fútil, inclusive acho um erro me designarem assim... não acho fútil ou inútil uma pessoa que consegue enxergar em si um Universo particular e ter vontade de compartilhá-lo com os outros.

O Homem em Sociedade faz História, mas o homem na sua individualidade também traça sua “historieta” pessoal, que pode perder valor se comparada com àquela, mas isso não a torna pouco importante e muita menos inútil. Ainda que seja importante apenas para ela própria, já é muito.

Portanto, acredito que a pessoa que documenta a sua vida, mesmo que o faça com vocabulário simples, mesmo que suas narrativas não sejam marcadas por atitudes tão grandiosas quanto àquelas executadas por importantes nomes, e mesmo que tenha como única pretensão deixar registrado suas experiências para quem se interessar por eles, ainda assim não perde a sua importância.

Sei que as experiências e os exemplos deixados por grandes pessoas como, por exemplo: Gandhi e Che Guevara são muito importantes para toda uma sociedade, mas as suas (to falando de você!) experiências também poderão ser importantes para algumas pessoas, mesmo que essas pessoas se resumam a você, seus futuros filhinhos e netinhos... rs... e se você não registrar sua vida, talvez eles nunca tenham a oportunidade de conhecê-la, portanto, saibam se valorizar!

Assim sendo, não aceitem que subestimem sua forma de se expressar e falem sobre qualquer assunto que quiserem, da forma que quiserem e se quiserem! Rs

Sejam livres!!!

Marcadores: , ,

28 de agosto de 2007

Estréia Bombante!



Olá, gente!

É com imenso prazer que estréio meu milésimo blog, mas podem ficar tranqüilos que a empolgação de levar a sério uma vida de blogueira, nos últimos anos têm expirado lá pelo 3º post, mas espero que dessa vez este espaço seja permanente ou que pelo menos quebre o recorde de uma dúzia de posts antes do fim da vida deste blog...

Bom, agora vamos lá...

Não pretendo fazer deste espaço uma propagando enganosa de quem sou, aliás, nos últimos tempos tenho tentado lutar contra essa tentadora possibilidade que esses orkuts e fotologs da vida nos proporcionam. Pra que colocar em exposição as fotos em que saí com pinta de modelo pra depois ouvir pelos 4 cantos o quanto sou fotogênica (uma maneira educada de dizerem que pessoalmente não sou tão bela...rs), por isso, estabeleci uma cota, onde me permito colocar três fotos em que saio escandalosamente bonita (se é que isso é possível), cinco onde saio bem, duas que represente a minha imagem real e duas onde eu saio pior do que eu acredito que eu seja. Acho que todos deveriam seguir o meu exemplo!

Prometo que cada vez que eu citar uma qualidade minha, ela virá seguida de um defeito, assim como em cada vez que eu expor uma graça por mim for alcançada, também relatarei um fracasso vivido, mas sem querer perder a modéstia, ultimamente Deus tem sido parceiro “paca” comigo! rs

Prometo ainda tentar evitar ouvir por aí: “Vanessa, é você mesmo quem escreve naquele blog?”, uma outra maneira simpática de mascarar o que realmente pode-se ter vontade de dizer: “Nem parece a retardada lerda que convive comigo!” (Eu sou boa em detectar mensagens subliminares!!! rs).

Isso é fácil de ser explicado: eu tenho fobia-social (ai, que meda! Que bicho é isso? você morde? Joga no google e pesquisa, filha(o)!), logo, é como que se a presença de alguém que vá além da meia dúzia de pessoas que posso dizer ter alguma intimidade, ativasse em mim um retardamento que acaba me travestindo unicamente de algo que não sou na totalidade (mas que faz parte de mim) e tirando a possibilidade de as pessoas enxergarem o que realmente eu sou (mas o que eu realmente sou? Isso é papo pra depois de uma noite filosofando no auge da minha depressão!!!). Não to querendo dizer que eu seja grande coisa na realidade, ou melhor, na intimidade, mas pelo menos nessa situação sou vista como um ser normal (talvez).

Olha, esse papo daria tanto pano pra manga, que vou parar por aqui antes que a alma caridosa (ou maldosa) que estiver lendo isso desista de ir a diante.

Portanto, caros amigos, vou ficando por aqui, mas quem sabe eu volto!?

Beijos!

Marcadores: ,