Quem sou eu?

É muito difícil dizer quem sou, porque sou composta de tantos paradoxos, que meu jeito permite as mais diversas traduções. Sou no mínimo algo inominável. Seria necessário um dicionário particular com vocábulos exclusivos para me definirem, e ainda assim poucos me compreenderiam, porque isso é uma tarefa que exige, antes de qualquer coisa, paciência, sensibilidade, investigação e sorte, pois em todos os dias vejo-me perdida no meu próprio labirinto. Labirinto este composto por terrenos altos e baixos, por muitas áreas iluminadas e outras nem tanto assim, mas não tenha medo da escuridão que faz parte de mim, porque lá os monstros estão bem domesticados! Não lhe aconselho a caminhar pela parte dos arquivos empoeirados, pois você irá se deparar com traumas e lágrimas, além de uma parte da minha pouco saudosa infância, onde em algum momento deixei de ser oprimida e encarnei um pouco o papel da opressora. Entre meus 14 e 20 anos, passeie a vontade! Recomendo-lhe usar uma bicicleta, colocar seu short mais curto e preparar os músculos faciais para intensos movimentos ocasionados por risadas memoráveis. Se você se deparar com três meninas de riso frouxo e leveza na alma, elogie-as, pois elas foram as responsáveis por terem decorando tão alegre e coloridamente esta parte do labirinto, que é tão especial(!!!), pois até as tristezas deste momento tiveram um tom de encantamento, que mais tarde se converteram em aprendizados.
Quando você chegar na porta do labirinto que contém uma plaqueta escrita “2005”, prepare-se para deparar-se com mudanças radicais e preste atenção na sonoplastia: essa voz que você ouve profetizando amor, desejando-me força e me dando incentivo, é de alguém chamado Cesar. Ali adiante você encontra uma parte apertada como a força de um abraço daqueles bem gostosos, o responsável dessa sensação agradável é meu sobrinho, Gabriel. Continue andando, pois você está prestes a chegar na parte aonde ninguém ainda chegou: o fim do labirinto. Lá certamente você vai encontrar uma menina amordaçada, com expressão assustada, inquieta, e ainda assim, incrivelmente, ela lhe transmitirá tranqüilidade, é ela a menina que você viu crescer ao longo do labirinto, aquela que por ser tão de cantos, você talvez nem a tenha percebido, mas ela estava lá o tempo inteiro, ou roendo unhas, ou olhando pro nada, ou balançando a perna com jeito de quem está ansiosa, ou mexendo desesperadamente no cabelo, como se aquilo fosse uma terapia milenar para atrair calma... Nunca estivera parada, pois todos esses gestos lhes são vitais, já que sempre fora sua forma de denunciar o mundo de sentimentos e idéias que passavam (e passam) pela sua cabeça, com a irrealizável necessidade de serem exteriorizados, porém, sempre foram (e são!) calados pelos seus maiores vilões: timidez, insegurança e complexo de inferioridade.
Esta menina sou eu, e sempre estive aqui lhe esperando para me libertar desta prisão. Se você chegou ao fim do labirinto sem ter-se perdido ou desistido de seguir adiante, talvez tenha encontrado em que parte da minha vida ficou perdida a razão dos meus fiéis tormentos... E quem sabe é essa a descoberta que me falta para que eu seja livre dessa eterna situação de refém...!?
Quando você chegar na porta do labirinto que contém uma plaqueta escrita “2005”, prepare-se para deparar-se com mudanças radicais e preste atenção na sonoplastia: essa voz que você ouve profetizando amor, desejando-me força e me dando incentivo, é de alguém chamado Cesar. Ali adiante você encontra uma parte apertada como a força de um abraço daqueles bem gostosos, o responsável dessa sensação agradável é meu sobrinho, Gabriel. Continue andando, pois você está prestes a chegar na parte aonde ninguém ainda chegou: o fim do labirinto. Lá certamente você vai encontrar uma menina amordaçada, com expressão assustada, inquieta, e ainda assim, incrivelmente, ela lhe transmitirá tranqüilidade, é ela a menina que você viu crescer ao longo do labirinto, aquela que por ser tão de cantos, você talvez nem a tenha percebido, mas ela estava lá o tempo inteiro, ou roendo unhas, ou olhando pro nada, ou balançando a perna com jeito de quem está ansiosa, ou mexendo desesperadamente no cabelo, como se aquilo fosse uma terapia milenar para atrair calma... Nunca estivera parada, pois todos esses gestos lhes são vitais, já que sempre fora sua forma de denunciar o mundo de sentimentos e idéias que passavam (e passam) pela sua cabeça, com a irrealizável necessidade de serem exteriorizados, porém, sempre foram (e são!) calados pelos seus maiores vilões: timidez, insegurança e complexo de inferioridade.
Esta menina sou eu, e sempre estive aqui lhe esperando para me libertar desta prisão. Se você chegou ao fim do labirinto sem ter-se perdido ou desistido de seguir adiante, talvez tenha encontrado em que parte da minha vida ficou perdida a razão dos meus fiéis tormentos... E quem sabe é essa a descoberta que me falta para que eu seja livre dessa eterna situação de refém...!?
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