14 de dezembro de 2007

Artigo Científico!

Priscila Vasconcelos, Priscila Mara, Rosana Xavier, Vanessa Ribeiro, Rosana Sousa e Camila Lorenção.


Caramba, estou muito feliz porque o meu grupo da faculdade tirou 9 no artigo científico, mas mais feliz ainda pq a nota está sujeita a aumento!!! Hehehehe

Bom, tal nota me deu segurança de postar o artigo aqui:





POSSIBILIDADES PARA UMA ESCOLA PRODUTORA DE CONHECIMENTO

Camila Lorenção C. Guabiraba*
Karen Campos Erlach**
Kellen Batista da Silva***
Priscila Mara****
Priscila de Vasconcelos*****
Rosana Sousa Costa******
Rosana Xavier Roberto*******
Vanessa da Silva Ribeiro********

RESUMO
Este trabalho, ao mesmo tempo em que apresentam dados que sustentam a teoria cognitivista de aprendizagem dando enfoque à visão de Ausubel, tem também como fim permitir aos leitores uma reflexão acerca da possibilidade da escola configurar-se como ambiente que propicie uma significativa aprendizagem em seus alunos. Para isso, visitamos uma escola particular na Zona Norte do Rio de Janeiro e relatamos parte desta experiência neste trabalho. Os exemplos aqui expostos correspondem à visão “ausubeana”, já que foi possível detectarmos na sala de aula os principais elementos permissivos a uma aprendizagem como aquela proposta por Ausubel.

Palavras – chave: Cognitivismo. Aprendizagem significativa. Educação escolar.

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*graduando curso de Pedagogia. UERJ. camila.lorencao@hotmail.com
** graduando curso de Pedagogia. UERJ . karencampos16@yahoo.com.br
*** graduando curso de Pedagogia. UERJ . kelloukinha_320@hotmail.com
**** graduando curso de Pedagogia. UERJ . priscila.mara@click21.com.br
***** graduando curso de Pedagogia. UERJ . priscivasconcelos@yahoo.com.br
****** graduando curso de Pedagogia. UERJ . rosanacosta2006@hotmail.com
******* graduando curso de Pedagogia. UERJ . xavier.rosana@yahoo.com.br
******** graduando curso de Pedagogia. UERJ . vanribeiro1984@hotmail.com

INTRODUÇÃO
Cognitivo é aquilo que é relativo ao conhecimento, portanto, pode-se dizer que o conhecimento é o objeto de estudo da corrente psicológica que se convencionou chamar de “cognitivismo”. No entanto, essa corrente que teve início em meados do século XX, possui variadas linhas, contando com diversos representantes que, entre outros, podemos destacar David P. Ausubel, Jerome Brunner e Jean Piaget.
Os cognitivistas, em geral, estudam a organização do conhecimento e a forma como ele é processado na mente humana, portanto, trata-se de investigar a capacidade do indivíduo em compreender e apreender as informações, no entanto, o objetivo dos cognitivistas vai além de armazenar tais informações na estrutura cognitiva do individuo, tendo como finalidade principal permitir que o sujeito seja capaz de aprender por si próprio, ao relacionar novos conhecimentos com suas informações preexistentes, propiciando, portanto, uma percepção lógica dos conteúdos adquiridos.
Sendo assim, é possível dizer que a escola é um campo fértil para as práticas das teorias cognitivas e, foi com esse pensamento que, David Paul Ausubel direcionou seus estudos à aprendizagem ocorrida em sala de aula, portanto, as idéias de Ausubel, e em especial a Teoria da Aprendizagem, serviram de base para este artigo, que tem como fim detectar aspectos “cognitivistas” no processo de aprendizagem escolar, tendo em vista a missão que é atribuída à escola.

POSSIBILIDADES PARA UMA ESCOLA PRODUTORA DE CONHECIMENTO
A sociedade em que vivemos delegou à instituição escolar a responsabilidade de transmitir todo o conhecimento o qual elegemos como fundamental para, através dessa transmissão, tornar os seus alunos sujeitos potencialmente informados e capazes de edificarem novos saberes por meio de tal processo, portanto, cabem aqui as seguintes indagações: a escola tem cumprido seu papel de propagar conhecimento? Este conhecimento tem gerado transformações na estrutura cognitiva dos seus alunos?
Para Ausubel, o papel da escola é criar condições que propiciem uma aprendizagem significativa, esperando que o sujeito não armazene as informações de forma arbitrária, mas que as internalize substantivamente, mas Ausubel não relaciona o papel da aprendizagem exclusivamente ao professor, atribuindo parte dessa responsabilidade também ao aprendiz, que deve mostrar-se disposto para o aprendizado, para que este não ocorra de forma mecânica, aonde o mesmo irá apenas decorar o que lhe foi transmitindo. Entretanto, Ausubel aponta a estrutura cognitiva do indivíduo como o elemento principal nesse processo. Essa estrutura consiste nas informações já adquiridas e o modo como elas estão organizadas na mente do sujeito. Portanto, tais informações devem ser levadas em consideração pelo professor, funcionando como âncoras na compreensão de novas idéias por parte do estudante, possibilitando que a aprendizagem ocorra de forma significativa. Portanto, Ausubel acredita que o mais importante na aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece, assim sendo, deve-se descobrir o que ele sabe e basear isso nos ensinamentos.
Baseado na Teoria da Aprendizagem de Ausubel, buscamos considerar as questões levantadas pelas indagações que iniciam este artigo, para isso visitamos o Colégio da Companhia de Santa Teresa de Jesus, onde foi possível acompanhar de perto um dia de aula em uma das turmas do primeiro segmento e, conseqüentemente estabelecer uma análise dos procedimentos utilizados em seu processo de ensino.
Nesta visita pudemos acompanhar, após uma tradicional aula de História com o tema “Proclamação da República”, a proposta improvisada pela professora, onde seus alunos tiveram que se dividir em grupos, cada um com uma finalidade específica. O primeiro deles deveria defender a posição assumida pelos militares após a Proclamação e dialogarem com outros grupos: um representando a “elite” e outro simulando o “povo”, o que gerou nos alunos um estímulo bem diferenciado daquele percebido no primeiro momento. A professora informou que utiliza esse método para investigar a profundidade com que os conteúdos atingiram seus alunos, além de ser uma ótima oportunidade para aqueles que por algum motivo não compreenderam a matéria, possam compreender. Essa perspectiva é compatível às idéias de Ausubel, já que a prática oriunda dela contribui para uma aprendizagem significativa, por primeiramente despertar um componente de suma importância, que é a disposição do aluno, ao mesmo tempo em que oportuniza a professora a enxergar como que as informações foram processadas na mente de seus alunos, possibilitando-a a trabalhar com mais ênfase com aqueles que simplesmente reproduziram parte do que lhe foi ensinado, já que uma reprodução fiel de determinado conteúdo pode ser resultado de um simples ato de decorar. Essa informação decorada é encarada por Ausubel como um aprendizado mecânico, por não criar vínculos com outras informações já estruturadas na mente do sujeito, fazendo com que o mesmo não dê significado à nova informação adquirida.
Na aula seguinte, a de Informática, a professora não impôs uma tarefa específica, dando aos alunos a liberdade de buscarem informações na Internet acerca do que fora abordado na aula anterior, ou seja, sobre a Proclamação da República Brasileira, propiciando o que Ausubel denominou de “aprendizagem por descoberta”.De fato essa descoberta ocorreu, na medida em que os alunos estenderam seus conhecimentos por si próprios e ao passo que já possuíam em suas mentes um conhecimento bem estruturado sobre o assunto que pesquisavam, devido à aula antecedente.
Além dos computadores, no processo de aprendizagem escolar da unidade visitada, outros materiais didáticos, principalmente os livros, assumem um papel importante, sendo muitas aulas baseadas inteiramente neles, por isso buscamos analisá-los também. Para isso verificamos livros de “ciências”, do 3ª, 4º e 5º ano do primeiro segmento, da coleção “Marcha Criança” (editora. SCIPIONE), utilizados pela escola visitada, e foi constatado em seu método o que Ausubel batizou de “Aprendizagem por Subordinação Correlativa”. Este processo consiste em trabalhar primeiramente os conceitos mais amplos para a partir daí direcionar para uma aprendizagem mais específica. Sendo assim, escolhemos um assunto comum aos três livros, e o eleito para nossa investigação foi à unidade que trata dos vegetais, onde pudemos perceber que, no livro do 3º ano (2ª série), as partes do vegetal são expostas e caracterizadas com suas principais funções. No livro do 5º ano (4ª série) não somente aparecem as partes que compõem um vegetal, como estas partes estão subdividas também, ou seja, não apenas a folha é mostrada como parte integrante de uma planta, como ainda são expostas as partes que formam a estrutura da folha.
Ao notarmos os elementos que decoravam a escola, encontramos diversos cartazes elaborados pelas próprias crianças com temas abordados em sala de aula, desde o início do ano, entre eles, uma estrutura em papel na forma de uma árvore, denunciava mais uma vez o anseio da professora de proporcionar aos estudantes uma aprendizagem de modo que as informações e os conhecimentos construídos ali perpassem os exames escolares para que futuramente os alunos possam trabalhá-los e manipulá-los.



CONCLUSÃO
Portanto, na escola aqui apresentada, o cognitivismo assume uma posição prática e as tentativas da professora de proporcionar aos seus alunos uma aprendizagem significativa, obteve êxito, na medida em que as crianças, ou pelo menos a maior parte delas, conseguiam responder às questões mostrando compreensão, mesmo quando as mesmas eram elaboradas de outras maneiras. Subentende-se, portanto que a aprendizagem não ocorreu de forma mecânica, mas que de fato os alunos encontraram sentido no conteúdo internalizado.
No entanto, este exemplo, não é o suficiente para respondermos se a escola como um todo tem assumido seu papel de gerar uma aprendizagem substantiva em seus alunos, entretanto, podemos concluir que, onde houver professores preparados, auxiliados por teorias de aprendizagem e amparados por uma estrutura escolar que os possibilitem criar condições que propiciem uma aprendizagem significativa, aí certamente haverá alunos que, mais do que receptores de informação, também serão produtores de conhecimento.




REFERÊNCIAS

Dalbey, J.; Linn, M.C. Cognitive Consequences of Programming Instruction: Instruction, Access, and Ability. Educational Psychologist, 1985. v.20 nº4, 191-206.

Eysenk, M.W., Keane, M.T. Psicologia Cognitiva. Artes Médicas, 1993.

Siegler, R.S. Information Processing Approaches to Development in: Mussen, P.H. Handbook of Child Psychology. Vol.1. N.Y. Willey: 1983.

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