:: Rascunho Mental ::
27 de janeiro de 2008
Acredito que o forte da minha personalidade é a gentileza. Não, não sou daquelas que dá “bom dia” a todos que cruzam o meu caminho ou que beija e abraça meio mundo, pois sou tímida para demonstrar afeto de forma exacerbada, mas, sem querer perder a modéstia, sou a pessoa mais gentil que eu conheço. Não trato as pessoas conforme grau hierárquico, portanto, meu sorriso não é privilégio concedido para poucos, mas sim cortesia destinada para muitos, entretanto confesso que sinto mais gosto de sorrir para determinadas pessoas que a outras e isso não é ser falso, é apenas ser gentil. Sou daquelas pessoas que, mesmo estando no direito de dar uma ordem, o faço em tom de pedido. Se fui áspera com meia dúzia de pessoas ao longo da vida, foi muito e, mesmo assim porque me importunaram de modo que ultrapassasse a cota estabelecida pela minha boa vontade (que é muito grande!!!), por isso tudo, quem me conhece costuma me tratar com muito respeito, o que muito me envaidece. Esse meu jeito gentil também não é tão voluntário assim... várias vezes tive vontade de protestar certas atitudes alheias, certas injustiças das quais fui vítima e não consegui encontrar voz para isso. Verdade que sou pacifica, mas minha timidez me torna muito passiva e submissa às vontades das pessoas. Admito que às vezes sou muito boba e perco as contas das vezes em que saí no prejuízo material ou moral, mas no fim sempre tenho uma recompensa, que é justamente quando alguém reconhece o meu esforço...Concluindo, na verdade eu sou é muito problemática e sinto necessidade de vir aqui ficar escrevendo tudo isso. Quanta bobagem!!!!Pra que?
22 de janeiro de 2008
A Imagem da Educação
AUTORIA: KAREN CAMPOSKELEN BATISTA
ROSANA XAVIER
ROSEANE ESPINOLA
VANESSA RIBEIRO
Supõe-se a educação como conhecimentos adquiridos no ambiente formal, limitada a dimensão escolar, no qual um detentor legítimo do saber tem a função de ensinar, o aluno apenas de aprender.
Na educação formal, a tarefa de aprender restringe-se a reproduzir o que se ouve, ignorando assim qualquer conhecimento trazido de suas experiências anteriores, tema esse que é abordado no filme de Coutinho propondo repensar os moldes dessa educação, que desvaloriza os saberes que estão além das salas de aula. Os filmes nos mostram uma forma de saber diferenciada do conhecimento formalizado da escola, remetendo-nos a uma reflexão acerca do aprendizado que elegemos como o principal, porém, nem todas as informações necessárias para o desenvolvimento do ser humano estão presentes nos conteúdos escolares, contudo as adquirimos ao longo da vida por meio das nossas próprias experiências ou até mesmo das vividas por outras pessoas, cabendo-nos como verdadeiros ensinamentos. É nessa perspectiva que “O Princípio e o Fim” e “Edifício Máster”, ao abordarem as histórias vividas por pessoas comuns, acabam nos expondo a este tipo de saber, que muitas vezes desvalorizamos. Poderíamos apontar vários motivos para esta pouca importância atribuída a este tipo de conhecimento. Um deles é que, por este ser um tipo de saber que não nos promove socialmente, por não ser o tipo de conhecimento abordado nas escolas e conseqüentemente também não ser o exigido em concursos ou em qualquer outra forma de avaliação que tenha como objetivo medir nossa “capacidade intelectual”, acabamos enxergando somente a escola como detentora absoluta de todo o conhecimento essencial para nossa formação. Nesse aspecto, a escola torna-se a única instituição capaz de formar “sujeitos sábios”, e por isso somente estamos dispostos a ouvir estas pessoas, o que nos torna incapazes de imaginarmos que um idoso do sertão paraibano, por exemplo, tenha algo a nos ensinar. Esta é a segunda razão que nos faz desmerecer esta forma de sabedoria. Relacionamos conhecimento a um tipo de pessoa ligada a um determinado status social. Essa analogia pode ser explicada através da sociedade “meritocrática” em que vivemos, a qual estabelece a idéia de que as pessoas capazes são aquelas que têm vários diplomas e ocupam os melhores cargos profissionais, logo, somente o que elas têm a dizer há valor. A conseqüência dessa educação preconceituosa e excludente é a supervalorização da imagem em detrimento da essência, fazendo com que prejulgamos o indivíduo pela forma como se apresenta, remetendo a uma hierarquização social pautada no acúmulo de bens materiais. Portanto, ao meditarmos sobre as obras de Coutinho, somos induzidos a repensar o papel da escola e concluímos que esta se encontra muito limitada ao focalizar-se apenas em uma forma de sabedoria. Sendo assim, é necessário que a escola abranja seu currículo, adotando fórmulas que tornem seus alunos muito mais do que sujeitos produtores do conhecimento formalizado, mas que também sejam cidadãos completos, com uma mentalidade menos mercantilista e que saibam encontrar valor nas diferentes culturas.
Marcadores: Coutinho, Documentário, Educação
13 de janeiro de 2008
Autoria
Vanessa Ribeiro*
*graduando curso de Pedagogia.UERJ. vanribeiro1984@hotmail.com
Em “Para Quem é o Discurso Pedagógico”, a autora Eni Puccinelli Orlandi, ao concordar com Marilena Chauí, diz que professores e alunos estão excluídos do discurso educacional. Partindo desse pressuposto, cabem-nos as seguintes perguntas: Para quem serve este discurso? E para que?
Antes, é necessário analisarmos como se dá esta exclusão dos dois principais atores do processo educativo: professores e alunos.
A exclusão dos docentes do Discurso Educacional.
O discurso é um ato da linguagem. Linguagem, segundo a perspectiva da autora, é o poder de decidir, no entanto, o professor está muito à margem deste processo de decisão, na medida em que todo o conteúdo eleito para ser repassado aos alunos, já chega definido em suas mãos. Além disso, a quantidade de informações que devem ser transmitidas não permite que o docente as abordem com profundidade, com o intuito de gerar uma aprendizagem significativa, que vá além de um simples ato de decorar. Como conseqüência desta situação, a possibilidade de gerar nos estudantes um caráter crítico e libertador é descartada, pois os conteúdos acabam ganhando um patamar mais importante no processo de aprendizagem.
A exclusão dos discentes do Discurso Educacional.
Percebe-se que o importante é que o aluno absorva tudo o que lhe fora ditado. Ele aprende uma série de informações. Para que? Para “ser alguém na vida”, mas, na nossa sociedade, ser este alguém significa galgar um bom status social. Sendo assim, aquele que seguir à risca tudo o que a escola lhe determinar, certamente este alcançará a posição almejada. No entanto, a escola sabe – porém ignora – que nem todos chegarão a este destino, mesmo que 100% deles se dediquem para tal. Apenas uma ínfima parcela dos estudantes se “tornam alguém”; a outra continua sem a oportunidade que nem a escola lhe proporcionou de se tornar este alguém também, pois esta (a escola) se preocupou apenas em preencher o cérebro de seus alunos com conteúdos didáticos, esquecendo que para torná-los alguém, é necessário também torná-los sujeitos com mente crítica e alma livre. Sem isso, o que eles são? São algo. Portanto, a escola é produtora de poucos “alguém” e muitos “algo”.
Para Quem Serve o Discurso Pedagógico? Para Que?
O Discurso Pedagógico serve para beneficiar aqueles que estão no lado favorável do sistema social em que vivemos. Quem está deste lado? Encontra-se neste pólo os poucos “alguém” que a escola produziu, enquanto no outro extremo residem os indivíduos que foram “coisificados” por esta configuração, e permanecem submissos a ela justamente porque foram transformados em “algo”, que desde os tempos escolares só aprendeu a seguir normas e informações que lhe foram ditadas autoritariamente, não os transformando em sujeitos críticos.
As idéias aqui expostas, portanto, derrubam todas as idéias que tentam propagar a respeito da escola. Se a educação eleva o homem, são poucos deles. Se ela gera igualdade, só se for no sentido de manter as gerações estáticas socialmente, igualmente às anteriores. Assim sendo, a escola é a grande máquina conservadora da ordem social.
Como Introduzir Professores e Alunos no Discurso Educacional.
Está claro que a escola tem o papel de manter o feitio da sociedade e, na verdade, ela é vitimizada por esta configuração, que possui sua origem em séculos remotos. No entanto, se ela é quem tem o poder de manter a sociedade como ela é, também é ela que tem a possibilidade de transformá-la. Para isso, professores e alunos devem ser incluídos em seu discurso. Com esta inclusão, as angústias dos estudantes serão ouvidas e então o professor terá a liberdade de procurar meio de resolvê-los, abordando também na sala de aula questões que são inerentes à sua realidade, valorizando o aluno como sujeito, que possui vontades e idéias e não algo que está ali esperando a sua vez de se tornar alguém. É necessário já enxergá-lo como tal. Quando assim for, o aluno também fará do professor muito mais do que um sujeito que está ali para transmitir algo preestabelecido, então ele perderá sua ocupação mecânica, já não estando mais submetido apenas ao discurso pedagógico, mas sim às necessidades de seus alunos. É para isso que a escola deve servir.
BIBLIOGRAFIA
PUCCINELLI, Eni. A Linguagem e Seu Fundamento – As Formas do Discurso.
A Maquinaria Escolar.
Vanessa Ribeiro*
*graduando curso de Pedagogia.UERJ. vanribeiro1984@hotmail.com
Em “Para Quem é o Discurso Pedagógico”, a autora Eni Puccinelli Orlandi, ao concordar com Marilena Chauí, diz que professores e alunos estão excluídos do discurso educacional. Partindo desse pressuposto, cabem-nos as seguintes perguntas: Para quem serve este discurso? E para que?
Antes, é necessário analisarmos como se dá esta exclusão dos dois principais atores do processo educativo: professores e alunos.
A exclusão dos docentes do Discurso Educacional.
O discurso é um ato da linguagem. Linguagem, segundo a perspectiva da autora, é o poder de decidir, no entanto, o professor está muito à margem deste processo de decisão, na medida em que todo o conteúdo eleito para ser repassado aos alunos, já chega definido em suas mãos. Além disso, a quantidade de informações que devem ser transmitidas não permite que o docente as abordem com profundidade, com o intuito de gerar uma aprendizagem significativa, que vá além de um simples ato de decorar. Como conseqüência desta situação, a possibilidade de gerar nos estudantes um caráter crítico e libertador é descartada, pois os conteúdos acabam ganhando um patamar mais importante no processo de aprendizagem.
A exclusão dos discentes do Discurso Educacional.
Percebe-se que o importante é que o aluno absorva tudo o que lhe fora ditado. Ele aprende uma série de informações. Para que? Para “ser alguém na vida”, mas, na nossa sociedade, ser este alguém significa galgar um bom status social. Sendo assim, aquele que seguir à risca tudo o que a escola lhe determinar, certamente este alcançará a posição almejada. No entanto, a escola sabe – porém ignora – que nem todos chegarão a este destino, mesmo que 100% deles se dediquem para tal. Apenas uma ínfima parcela dos estudantes se “tornam alguém”; a outra continua sem a oportunidade que nem a escola lhe proporcionou de se tornar este alguém também, pois esta (a escola) se preocupou apenas em preencher o cérebro de seus alunos com conteúdos didáticos, esquecendo que para torná-los alguém, é necessário também torná-los sujeitos com mente crítica e alma livre. Sem isso, o que eles são? São algo. Portanto, a escola é produtora de poucos “alguém” e muitos “algo”.
Para Quem Serve o Discurso Pedagógico? Para Que?
O Discurso Pedagógico serve para beneficiar aqueles que estão no lado favorável do sistema social em que vivemos. Quem está deste lado? Encontra-se neste pólo os poucos “alguém” que a escola produziu, enquanto no outro extremo residem os indivíduos que foram “coisificados” por esta configuração, e permanecem submissos a ela justamente porque foram transformados em “algo”, que desde os tempos escolares só aprendeu a seguir normas e informações que lhe foram ditadas autoritariamente, não os transformando em sujeitos críticos.
As idéias aqui expostas, portanto, derrubam todas as idéias que tentam propagar a respeito da escola. Se a educação eleva o homem, são poucos deles. Se ela gera igualdade, só se for no sentido de manter as gerações estáticas socialmente, igualmente às anteriores. Assim sendo, a escola é a grande máquina conservadora da ordem social.
Como Introduzir Professores e Alunos no Discurso Educacional.
Está claro que a escola tem o papel de manter o feitio da sociedade e, na verdade, ela é vitimizada por esta configuração, que possui sua origem em séculos remotos. No entanto, se ela é quem tem o poder de manter a sociedade como ela é, também é ela que tem a possibilidade de transformá-la. Para isso, professores e alunos devem ser incluídos em seu discurso. Com esta inclusão, as angústias dos estudantes serão ouvidas e então o professor terá a liberdade de procurar meio de resolvê-los, abordando também na sala de aula questões que são inerentes à sua realidade, valorizando o aluno como sujeito, que possui vontades e idéias e não algo que está ali esperando a sua vez de se tornar alguém. É necessário já enxergá-lo como tal. Quando assim for, o aluno também fará do professor muito mais do que um sujeito que está ali para transmitir algo preestabelecido, então ele perderá sua ocupação mecânica, já não estando mais submetido apenas ao discurso pedagógico, mas sim às necessidades de seus alunos. É para isso que a escola deve servir.
BIBLIOGRAFIA
PUCCINELLI, Eni. A Linguagem e Seu Fundamento – As Formas do Discurso.
A Maquinaria Escolar.
Marcadores: Discurso Pedagógico, Educação
1 de janeiro de 2008
Pra que lado devemos ir? (título brega)
São mais de quatro horas da manhã do dia 1 de janeiro de 2008, portanto, são as primeiras palavras que digito neste ano. A vontade de vir aqui escrever surgiu enquanto eu tentava dormir, mas não conseguia, pois uma inquietude tomava conta de mim. Duas forças brigavam em pé de igualdade: a de dormir e a de escrever, mas no fim, como vocês podem perceber, a primeira acabou vencendo. Sinceramente, não sei o que vem acontecendo comigo... preocupações muito íntimas e pessoais se misturaram na minha mente com questões bem mais abrangentes, filosóficas e sociais, o que poderia fazer este post ter temas diversos, mas não vou programar nada, vou ver quais serão selecionados naturalmente pela minha cabeça para serem expostos aqui.
Bom, um dos motivos dessa já familiar insônia é que no último dia do ano resolvi ver o filme que o Brasil inteiro já assistiu e que eu não tinha visto porque guardava a esperança de conseguir vê-lo no cinema na intenção de valorizar a cinematografia nacional. Bem, acabei fazendo feio como meus compatriotas e apelei para a econômica e criminosa versão “pirata”. Estou falando de Tropa de Elite, aquele mesmo do pega um, pega geral e também vai pegar você. Bom, o filme mexeu naquela sementinha que tem dentro de mim que me faz acreditar que eu tenho orientação esquerdista, o que muito me preocupa. Afinal, por que será que sinto algo me puxando nesta direção se pouco compreendo das estruturas sociais e se menos ainda compreendo de política? Sinceramente, todo o conhecimento que possuo a respeito de tal tema, foi o que os livros didáticos me passaram e o que ouvi na aula de História do pré-vestibular. Influência do professor? Talvez sim, mas não me contento com esta afirmação. Existe algo que mexe muito comigo e, mesmo que joguem na minha cara toda a podridão e os resultados fracassados dos governos de esquerda e também que se esgotem as justificativas que defendem a minha posição, ainda assim, sinto-me extremamente repugnada pela sociedade moldada em formas de “direita” e muito atraída pelo seu oposto. Podem me dizer que o problema do Brasil não é o fato de ser um país capitalista, mas sim de ter regentes corruptos. Podem apontar países capitalistas que “deram certo” que não vai adiantar! Até porque cheguei a conclusão que realmente é o desequilíbrio e a desigualdade que mantém o capitalismo de pé. Se existe alguma nação européia onde não existam pessoas que vivam abaixo da linha de pobreza, isso só foi possível graças a miséria de alguma outra naçãozinha latino-americana ou africana... Sinceramente foi às custas da pobreza de “seus vizinhos” que os EUA se tornou essa potência que consegue manter a maior parte da sua população no que chamamos de classe média. Ta, vamos delirar. Se todas os países do mundo em 2008 tornam-se superpotências econômicas, o que iria acontecer? Bombas atômicas voando sobre nossas cabeças? Talvez, mas sejamos menos trágicos... viveríamos uma concorrência desenfreada, ai o cara que fez uma das últimas matérias de capa da Época, diria que isso seria uma maravilha, já que forçaria as empresas a diminuírem os preços dos seus produtos, o que os tornaria acessíveis a camadas miseráveis da população. Por um momento, confesso que me iludi, mas pensei bem e cheguei a uma conclusão: se a empresa diminuir seu lucro devido a concorrência, ela começará a cortar despesas, logo, bye bye para uma massa de trabalhadores que ficariam desempregados e desesperados por aí vendendo sua força de trabalho a preço de banana. Imediatamente, os patrões voltariam a recuperar seus lucros já que passariam a contratar uma mão-de-obra ainda mais barateada. Lucro, essa é a lógica do capitalismo. Sem lucro, não há capitalismo e como é mesmo que se faz o lucro? Ai, pula essa parte porque ainda não to a fim de me jogar do 12º andar da UERJ, mas se você não sabe e ficou curioso, joga no google a seguinte expressão: “mais-valia”.
Bom, agora vamos lá. Estou mentalizando Cuba, pois ainda não tive a oportunidade de ir lá e também não faço questão. Andar em carro velho e acostumar-se com esquema de racionamento de energia são coisas que a sociedade em que estou inclusa não me preparou para viver, no entanto, estou mais que acostumada a ver mendigos, ou melhor, pessoas como eu jogadas pelo chão das ruas, crianças cheirando cola quando deveriam estar estudando e gente morrendo devido a precariedade da saúde pública. Afinal, é fácil encarar tais situações com naturalidade quando as vivencio de dentro do meu carro do ano com ar-condicionado e com a conta do meu plano de saúde em dia. Por esse ângulo, Cuba torna-se realmente um inferno. De fato, as pessoas lá vivem todas na miséria, mas convenhamos que é uma miséria digna, na medida em que o essencial, que é saúde (!!!!!!!!!!!!!) e educação não falta para aquele povo. Tem gente fugindo de Cuba? É verdade, até a filhinha de Fidel ralou peito de lá, mas prestem bem atenção no tipo de gente que ta saindo de lá, são justamente as pessoas que têm perspectivas dentro de uma sociedade capitalista. Elas escapam da “miséria” cubana porque sabem que tem condições de viverem também fora da miséria capitalista, pois caso contrário, eles preferiam mil vezes continuarem por lá. O pobre coitado do cidadão cubano não trocaria o pouco que possui em seu país pra viver nas favelas ou nas calçadas brasileiras.
Ah! E quanto ao temível ditador Fidel Castro, assassino da democracia, eu penso da seguinte forma... A democracia somente torna-se democrática se ela é dirigida a uma sociedade composta por pessoas bem instruídas, caso contrário, ela torna-se instrumento para aproveitadores chegarem ao poder. A democracia é a vontade do povo, certo? Mas no Brasil, na prática, ela é a vontade que colocam na cabeça do povo, então, no fim das contas, a vontade de quem que é feita por aqui? Além disso, quando se rema contra a maré, não tem jeito, infelizmente, você tem que usar a força. Se a correnteza está pra direita e você ficar parado, uma onda irá te engolir e levará você com ela, mas é bom que saibam que sou pró-democracia, mas democracia plena, como eu disse, só ocorre quando as pessoas elegem seus representantes conscientemente, portanto, talvez seria melhor se o voto não fosse obrigatória, mas sim um ato voluntário.
Bom, ninguém deve ler isso mesmo, mas peço desculpas se algum grande conhecedor do assunto passar por aqui e constatar que só escrevi besteira. Meu conhecimento é superficial mesmo e é muito baseado na minha intuição também.
Enfim...
Vou ficando por aqui.
Feliz 2008!!!
Bom, um dos motivos dessa já familiar insônia é que no último dia do ano resolvi ver o filme que o Brasil inteiro já assistiu e que eu não tinha visto porque guardava a esperança de conseguir vê-lo no cinema na intenção de valorizar a cinematografia nacional. Bem, acabei fazendo feio como meus compatriotas e apelei para a econômica e criminosa versão “pirata”. Estou falando de Tropa de Elite, aquele mesmo do pega um, pega geral e também vai pegar você. Bom, o filme mexeu naquela sementinha que tem dentro de mim que me faz acreditar que eu tenho orientação esquerdista, o que muito me preocupa. Afinal, por que será que sinto algo me puxando nesta direção se pouco compreendo das estruturas sociais e se menos ainda compreendo de política? Sinceramente, todo o conhecimento que possuo a respeito de tal tema, foi o que os livros didáticos me passaram e o que ouvi na aula de História do pré-vestibular. Influência do professor? Talvez sim, mas não me contento com esta afirmação. Existe algo que mexe muito comigo e, mesmo que joguem na minha cara toda a podridão e os resultados fracassados dos governos de esquerda e também que se esgotem as justificativas que defendem a minha posição, ainda assim, sinto-me extremamente repugnada pela sociedade moldada em formas de “direita” e muito atraída pelo seu oposto. Podem me dizer que o problema do Brasil não é o fato de ser um país capitalista, mas sim de ter regentes corruptos. Podem apontar países capitalistas que “deram certo” que não vai adiantar! Até porque cheguei a conclusão que realmente é o desequilíbrio e a desigualdade que mantém o capitalismo de pé. Se existe alguma nação européia onde não existam pessoas que vivam abaixo da linha de pobreza, isso só foi possível graças a miséria de alguma outra naçãozinha latino-americana ou africana... Sinceramente foi às custas da pobreza de “seus vizinhos” que os EUA se tornou essa potência que consegue manter a maior parte da sua população no que chamamos de classe média. Ta, vamos delirar. Se todas os países do mundo em 2008 tornam-se superpotências econômicas, o que iria acontecer? Bombas atômicas voando sobre nossas cabeças? Talvez, mas sejamos menos trágicos... viveríamos uma concorrência desenfreada, ai o cara que fez uma das últimas matérias de capa da Época, diria que isso seria uma maravilha, já que forçaria as empresas a diminuírem os preços dos seus produtos, o que os tornaria acessíveis a camadas miseráveis da população. Por um momento, confesso que me iludi, mas pensei bem e cheguei a uma conclusão: se a empresa diminuir seu lucro devido a concorrência, ela começará a cortar despesas, logo, bye bye para uma massa de trabalhadores que ficariam desempregados e desesperados por aí vendendo sua força de trabalho a preço de banana. Imediatamente, os patrões voltariam a recuperar seus lucros já que passariam a contratar uma mão-de-obra ainda mais barateada. Lucro, essa é a lógica do capitalismo. Sem lucro, não há capitalismo e como é mesmo que se faz o lucro? Ai, pula essa parte porque ainda não to a fim de me jogar do 12º andar da UERJ, mas se você não sabe e ficou curioso, joga no google a seguinte expressão: “mais-valia”.
Bom, agora vamos lá. Estou mentalizando Cuba, pois ainda não tive a oportunidade de ir lá e também não faço questão. Andar em carro velho e acostumar-se com esquema de racionamento de energia são coisas que a sociedade em que estou inclusa não me preparou para viver, no entanto, estou mais que acostumada a ver mendigos, ou melhor, pessoas como eu jogadas pelo chão das ruas, crianças cheirando cola quando deveriam estar estudando e gente morrendo devido a precariedade da saúde pública. Afinal, é fácil encarar tais situações com naturalidade quando as vivencio de dentro do meu carro do ano com ar-condicionado e com a conta do meu plano de saúde em dia. Por esse ângulo, Cuba torna-se realmente um inferno. De fato, as pessoas lá vivem todas na miséria, mas convenhamos que é uma miséria digna, na medida em que o essencial, que é saúde (!!!!!!!!!!!!!) e educação não falta para aquele povo. Tem gente fugindo de Cuba? É verdade, até a filhinha de Fidel ralou peito de lá, mas prestem bem atenção no tipo de gente que ta saindo de lá, são justamente as pessoas que têm perspectivas dentro de uma sociedade capitalista. Elas escapam da “miséria” cubana porque sabem que tem condições de viverem também fora da miséria capitalista, pois caso contrário, eles preferiam mil vezes continuarem por lá. O pobre coitado do cidadão cubano não trocaria o pouco que possui em seu país pra viver nas favelas ou nas calçadas brasileiras.
Ah! E quanto ao temível ditador Fidel Castro, assassino da democracia, eu penso da seguinte forma... A democracia somente torna-se democrática se ela é dirigida a uma sociedade composta por pessoas bem instruídas, caso contrário, ela torna-se instrumento para aproveitadores chegarem ao poder. A democracia é a vontade do povo, certo? Mas no Brasil, na prática, ela é a vontade que colocam na cabeça do povo, então, no fim das contas, a vontade de quem que é feita por aqui? Além disso, quando se rema contra a maré, não tem jeito, infelizmente, você tem que usar a força. Se a correnteza está pra direita e você ficar parado, uma onda irá te engolir e levará você com ela, mas é bom que saibam que sou pró-democracia, mas democracia plena, como eu disse, só ocorre quando as pessoas elegem seus representantes conscientemente, portanto, talvez seria melhor se o voto não fosse obrigatória, mas sim um ato voluntário.
Bom, ninguém deve ler isso mesmo, mas peço desculpas se algum grande conhecedor do assunto passar por aqui e constatar que só escrevi besteira. Meu conhecimento é superficial mesmo e é muito baseado na minha intuição também.
Enfim...
Vou ficando por aqui.
Feliz 2008!!!
Marcadores: capitalismo, esquerda., socialismo
