Pra que lado devemos ir? (título brega)
São mais de quatro horas da manhã do dia 1 de janeiro de 2008, portanto, são as primeiras palavras que digito neste ano. A vontade de vir aqui escrever surgiu enquanto eu tentava dormir, mas não conseguia, pois uma inquietude tomava conta de mim. Duas forças brigavam em pé de igualdade: a de dormir e a de escrever, mas no fim, como vocês podem perceber, a primeira acabou vencendo. Sinceramente, não sei o que vem acontecendo comigo... preocupações muito íntimas e pessoais se misturaram na minha mente com questões bem mais abrangentes, filosóficas e sociais, o que poderia fazer este post ter temas diversos, mas não vou programar nada, vou ver quais serão selecionados naturalmente pela minha cabeça para serem expostos aqui.
Bom, um dos motivos dessa já familiar insônia é que no último dia do ano resolvi ver o filme que o Brasil inteiro já assistiu e que eu não tinha visto porque guardava a esperança de conseguir vê-lo no cinema na intenção de valorizar a cinematografia nacional. Bem, acabei fazendo feio como meus compatriotas e apelei para a econômica e criminosa versão “pirata”. Estou falando de Tropa de Elite, aquele mesmo do pega um, pega geral e também vai pegar você. Bom, o filme mexeu naquela sementinha que tem dentro de mim que me faz acreditar que eu tenho orientação esquerdista, o que muito me preocupa. Afinal, por que será que sinto algo me puxando nesta direção se pouco compreendo das estruturas sociais e se menos ainda compreendo de política? Sinceramente, todo o conhecimento que possuo a respeito de tal tema, foi o que os livros didáticos me passaram e o que ouvi na aula de História do pré-vestibular. Influência do professor? Talvez sim, mas não me contento com esta afirmação. Existe algo que mexe muito comigo e, mesmo que joguem na minha cara toda a podridão e os resultados fracassados dos governos de esquerda e também que se esgotem as justificativas que defendem a minha posição, ainda assim, sinto-me extremamente repugnada pela sociedade moldada em formas de “direita” e muito atraída pelo seu oposto. Podem me dizer que o problema do Brasil não é o fato de ser um país capitalista, mas sim de ter regentes corruptos. Podem apontar países capitalistas que “deram certo” que não vai adiantar! Até porque cheguei a conclusão que realmente é o desequilíbrio e a desigualdade que mantém o capitalismo de pé. Se existe alguma nação européia onde não existam pessoas que vivam abaixo da linha de pobreza, isso só foi possível graças a miséria de alguma outra naçãozinha latino-americana ou africana... Sinceramente foi às custas da pobreza de “seus vizinhos” que os EUA se tornou essa potência que consegue manter a maior parte da sua população no que chamamos de classe média. Ta, vamos delirar. Se todas os países do mundo em 2008 tornam-se superpotências econômicas, o que iria acontecer? Bombas atômicas voando sobre nossas cabeças? Talvez, mas sejamos menos trágicos... viveríamos uma concorrência desenfreada, ai o cara que fez uma das últimas matérias de capa da Época, diria que isso seria uma maravilha, já que forçaria as empresas a diminuírem os preços dos seus produtos, o que os tornaria acessíveis a camadas miseráveis da população. Por um momento, confesso que me iludi, mas pensei bem e cheguei a uma conclusão: se a empresa diminuir seu lucro devido a concorrência, ela começará a cortar despesas, logo, bye bye para uma massa de trabalhadores que ficariam desempregados e desesperados por aí vendendo sua força de trabalho a preço de banana. Imediatamente, os patrões voltariam a recuperar seus lucros já que passariam a contratar uma mão-de-obra ainda mais barateada. Lucro, essa é a lógica do capitalismo. Sem lucro, não há capitalismo e como é mesmo que se faz o lucro? Ai, pula essa parte porque ainda não to a fim de me jogar do 12º andar da UERJ, mas se você não sabe e ficou curioso, joga no google a seguinte expressão: “mais-valia”.
Bom, agora vamos lá. Estou mentalizando Cuba, pois ainda não tive a oportunidade de ir lá e também não faço questão. Andar em carro velho e acostumar-se com esquema de racionamento de energia são coisas que a sociedade em que estou inclusa não me preparou para viver, no entanto, estou mais que acostumada a ver mendigos, ou melhor, pessoas como eu jogadas pelo chão das ruas, crianças cheirando cola quando deveriam estar estudando e gente morrendo devido a precariedade da saúde pública. Afinal, é fácil encarar tais situações com naturalidade quando as vivencio de dentro do meu carro do ano com ar-condicionado e com a conta do meu plano de saúde em dia. Por esse ângulo, Cuba torna-se realmente um inferno. De fato, as pessoas lá vivem todas na miséria, mas convenhamos que é uma miséria digna, na medida em que o essencial, que é saúde (!!!!!!!!!!!!!) e educação não falta para aquele povo. Tem gente fugindo de Cuba? É verdade, até a filhinha de Fidel ralou peito de lá, mas prestem bem atenção no tipo de gente que ta saindo de lá, são justamente as pessoas que têm perspectivas dentro de uma sociedade capitalista. Elas escapam da “miséria” cubana porque sabem que tem condições de viverem também fora da miséria capitalista, pois caso contrário, eles preferiam mil vezes continuarem por lá. O pobre coitado do cidadão cubano não trocaria o pouco que possui em seu país pra viver nas favelas ou nas calçadas brasileiras.
Ah! E quanto ao temível ditador Fidel Castro, assassino da democracia, eu penso da seguinte forma... A democracia somente torna-se democrática se ela é dirigida a uma sociedade composta por pessoas bem instruídas, caso contrário, ela torna-se instrumento para aproveitadores chegarem ao poder. A democracia é a vontade do povo, certo? Mas no Brasil, na prática, ela é a vontade que colocam na cabeça do povo, então, no fim das contas, a vontade de quem que é feita por aqui? Além disso, quando se rema contra a maré, não tem jeito, infelizmente, você tem que usar a força. Se a correnteza está pra direita e você ficar parado, uma onda irá te engolir e levará você com ela, mas é bom que saibam que sou pró-democracia, mas democracia plena, como eu disse, só ocorre quando as pessoas elegem seus representantes conscientemente, portanto, talvez seria melhor se o voto não fosse obrigatória, mas sim um ato voluntário.
Bom, ninguém deve ler isso mesmo, mas peço desculpas se algum grande conhecedor do assunto passar por aqui e constatar que só escrevi besteira. Meu conhecimento é superficial mesmo e é muito baseado na minha intuição também.
Enfim...
Vou ficando por aqui.
Feliz 2008!!!
Bom, um dos motivos dessa já familiar insônia é que no último dia do ano resolvi ver o filme que o Brasil inteiro já assistiu e que eu não tinha visto porque guardava a esperança de conseguir vê-lo no cinema na intenção de valorizar a cinematografia nacional. Bem, acabei fazendo feio como meus compatriotas e apelei para a econômica e criminosa versão “pirata”. Estou falando de Tropa de Elite, aquele mesmo do pega um, pega geral e também vai pegar você. Bom, o filme mexeu naquela sementinha que tem dentro de mim que me faz acreditar que eu tenho orientação esquerdista, o que muito me preocupa. Afinal, por que será que sinto algo me puxando nesta direção se pouco compreendo das estruturas sociais e se menos ainda compreendo de política? Sinceramente, todo o conhecimento que possuo a respeito de tal tema, foi o que os livros didáticos me passaram e o que ouvi na aula de História do pré-vestibular. Influência do professor? Talvez sim, mas não me contento com esta afirmação. Existe algo que mexe muito comigo e, mesmo que joguem na minha cara toda a podridão e os resultados fracassados dos governos de esquerda e também que se esgotem as justificativas que defendem a minha posição, ainda assim, sinto-me extremamente repugnada pela sociedade moldada em formas de “direita” e muito atraída pelo seu oposto. Podem me dizer que o problema do Brasil não é o fato de ser um país capitalista, mas sim de ter regentes corruptos. Podem apontar países capitalistas que “deram certo” que não vai adiantar! Até porque cheguei a conclusão que realmente é o desequilíbrio e a desigualdade que mantém o capitalismo de pé. Se existe alguma nação européia onde não existam pessoas que vivam abaixo da linha de pobreza, isso só foi possível graças a miséria de alguma outra naçãozinha latino-americana ou africana... Sinceramente foi às custas da pobreza de “seus vizinhos” que os EUA se tornou essa potência que consegue manter a maior parte da sua população no que chamamos de classe média. Ta, vamos delirar. Se todas os países do mundo em 2008 tornam-se superpotências econômicas, o que iria acontecer? Bombas atômicas voando sobre nossas cabeças? Talvez, mas sejamos menos trágicos... viveríamos uma concorrência desenfreada, ai o cara que fez uma das últimas matérias de capa da Época, diria que isso seria uma maravilha, já que forçaria as empresas a diminuírem os preços dos seus produtos, o que os tornaria acessíveis a camadas miseráveis da população. Por um momento, confesso que me iludi, mas pensei bem e cheguei a uma conclusão: se a empresa diminuir seu lucro devido a concorrência, ela começará a cortar despesas, logo, bye bye para uma massa de trabalhadores que ficariam desempregados e desesperados por aí vendendo sua força de trabalho a preço de banana. Imediatamente, os patrões voltariam a recuperar seus lucros já que passariam a contratar uma mão-de-obra ainda mais barateada. Lucro, essa é a lógica do capitalismo. Sem lucro, não há capitalismo e como é mesmo que se faz o lucro? Ai, pula essa parte porque ainda não to a fim de me jogar do 12º andar da UERJ, mas se você não sabe e ficou curioso, joga no google a seguinte expressão: “mais-valia”.
Bom, agora vamos lá. Estou mentalizando Cuba, pois ainda não tive a oportunidade de ir lá e também não faço questão. Andar em carro velho e acostumar-se com esquema de racionamento de energia são coisas que a sociedade em que estou inclusa não me preparou para viver, no entanto, estou mais que acostumada a ver mendigos, ou melhor, pessoas como eu jogadas pelo chão das ruas, crianças cheirando cola quando deveriam estar estudando e gente morrendo devido a precariedade da saúde pública. Afinal, é fácil encarar tais situações com naturalidade quando as vivencio de dentro do meu carro do ano com ar-condicionado e com a conta do meu plano de saúde em dia. Por esse ângulo, Cuba torna-se realmente um inferno. De fato, as pessoas lá vivem todas na miséria, mas convenhamos que é uma miséria digna, na medida em que o essencial, que é saúde (!!!!!!!!!!!!!) e educação não falta para aquele povo. Tem gente fugindo de Cuba? É verdade, até a filhinha de Fidel ralou peito de lá, mas prestem bem atenção no tipo de gente que ta saindo de lá, são justamente as pessoas que têm perspectivas dentro de uma sociedade capitalista. Elas escapam da “miséria” cubana porque sabem que tem condições de viverem também fora da miséria capitalista, pois caso contrário, eles preferiam mil vezes continuarem por lá. O pobre coitado do cidadão cubano não trocaria o pouco que possui em seu país pra viver nas favelas ou nas calçadas brasileiras.
Ah! E quanto ao temível ditador Fidel Castro, assassino da democracia, eu penso da seguinte forma... A democracia somente torna-se democrática se ela é dirigida a uma sociedade composta por pessoas bem instruídas, caso contrário, ela torna-se instrumento para aproveitadores chegarem ao poder. A democracia é a vontade do povo, certo? Mas no Brasil, na prática, ela é a vontade que colocam na cabeça do povo, então, no fim das contas, a vontade de quem que é feita por aqui? Além disso, quando se rema contra a maré, não tem jeito, infelizmente, você tem que usar a força. Se a correnteza está pra direita e você ficar parado, uma onda irá te engolir e levará você com ela, mas é bom que saibam que sou pró-democracia, mas democracia plena, como eu disse, só ocorre quando as pessoas elegem seus representantes conscientemente, portanto, talvez seria melhor se o voto não fosse obrigatória, mas sim um ato voluntário.
Bom, ninguém deve ler isso mesmo, mas peço desculpas se algum grande conhecedor do assunto passar por aqui e constatar que só escrevi besteira. Meu conhecimento é superficial mesmo e é muito baseado na minha intuição também.
Enfim...
Vou ficando por aqui.
Feliz 2008!!!
Marcadores: capitalismo, esquerda., socialismo

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